Arquivo de agosto, 2009

Sua empresa tem um website?

31 de agosto de 2009

Nas ultimas semanas tenho recebido vários contatos de empresas que querem iniciar uma estratégia de marketing online. O que tem me surpreendido muito é que a maioria dessas empresas que me procuram não possui um website. Isso mesmo – Não possui um website! OK, são quase todas empresas médias ou pequenas mas são empresas com vários anos de mercado e que apenas agora decidiram marcar presença online.

Essa percepção é motivo de alegria e de tristeza. Alegria para nós, profissionais do mercado, pois mostra que ainda há um grande mercado para ser explorado. Tristeza pois mostra que ainda estamos muito atrasados em relação a outros países em termos de atividades comerciais via web. Vejam bem, o Brasil possui diversos indicadores que mostram que somos um país conectado: somos um dos países com maior número de internautas, que mais gastam horas navegando, temos uma boa taxa de acesso a internet via banda larga, etc . O problema é que atividades como navegar no Orkut, no Twitter, jogar online, ficar no MSN, etc, contribui muito pouco para desenvolver a web do ponto de vista de negócio e de canal de vendas para empresas.

Faço então uma pergunta: Todo tipo de negócio precisa de um website?

A maioria sim, com certeza. Claro que para algumas empresas do mercado ter um website não irá alavancar suas atividades. Imagine uma costureira, que tem uma pequena loja, trabalha para os clientes de seu bairro e tem uma clientela fiel. Essa atividade não tem necessidade de um website. Agora imagine uma empresa que preste assessoria contábil. Essa atividade precisa de um website com certeza. Se não for via indicação você vê outra forma de se achar uma assessoria contábil que não procurá-la na Internet?

Exceto para negócios realmente pequenos ou muito específicos, ter um website é obrigatório. Um website é uma poderosa ferramenta de webmarketing e é o cartão de visitas de sua empresa em qualquer ligar do mundo.

Dentre as vantagens de se ter um website posso citar:

- Custo baixo de manutenção (Com R$500,00 ao ano sua empresa cobre todos os gastos de hospedagem e eventuais atualizações para um site institucional);

- Sua empresa é vista em todo o mundo, gratuitamente;

- Você pode mostrar ao mercado todos diferenciais de sua empresa, seu portfólio, seus clientes, suas referencias, etc;

- Você pode explicar o funcionamento de seus produtos ou a técnica utilizada em seus serviços, permitindo que seus possíveis clientes tenham uma percepção bem melhor de sua empresa do que se o fizesse, por exemplo, através de uma conversa telefônica;

- Seu website é onde seus clientes ou potenciais clientes encontram as formas de contato com sua empresa.

Colocado isso é importante dizer que não basta apenas ter um website. É necessário ter um website bem feito, com aspecto profissional, e saber usar corretamente as ferramentas web.

Queira ou não queria nós, enquanto consumidores, somos atentos a alguns detalhes que as empresas também deveriam se atentar. Vamos pensar no seguinte exemplo: Você quer viajar para o Exterior, para um destino onde não há muita oferta de pacotes de viagens. Então você procura na Internet e encontra 2 agências de viagens (que vou chamar de A e B) que oferecem o pacote que você deseja. Vamos agora analisar um fictício “cenário web” dessas duas agências:

Cenário 1 => A agência A possui um bom website, com dominio próprio e fáceis formas de contato. A agência B possui um website “amador”, com fontes de diversos tipos e tamanhos, cores de diversos tipos e não tem um telefone de contato, apenas um email. Qual das agências você dará preferência?

Cenário 2 => A agência A possui um bom site, com domínio próprio e fáceis formas de contato. A agência B possui um website cheio de propagandas de terceiros, banners piscando, janelas se abrindo, pop-ups, etc. Qual das agências você dará preferência?

Cenário 3 => A agência A possui um bom site, com domínio próprio e fáceis formas de contato. A agência B possui um site hospedado dentro de um subdomínio e o endereço do site é algo como: www.empresasnaweb.com.br/agenciaB. Qual das agências você dará preferência?

Cenário 4 => A agência A possui um bom site, com domínio próprio e fáceis formas de contato. A agência B possui um site razoável mas 2 das 8 páginas não carregam. Qual das agências você dará preferência?

Cenário 5 => A agência A possui um bom site, com domínio próprio e fáceis formas de contato. A agência B  também possui um bom site, com domínio próprio e fáceis formas de contato. Ao ligar para as agencias ambas lhe pedem para enviar seus dados pessoais por email para que preencham a proposta. A agência A lhe passa o e-mail: contato@agenciaA.com.br. A agência B lhe passa o e-mail: contatoagenciaB@hotmail.com . Qual das agências você dará preferência?

Sua respostas devem ter sidos as mesmas que as minhas. Em todos os casos a agência A teria enorme vantagem, mesmo ainda não conhecendo o preço de seus pacotes. E mesmo que os preços da agência B fossem melhores, você ainda iria pensar muito se não valia a pena fechar com a agência A pois esta lhe parece mais “séria”.

Com esse simples exemplo acabo mostrando a importância de se ter um bom website para sua empresa. E digo mais, se sua empresa ainda não tem um site, reserve um pouco mais de recursos e desenvolva um profissional. Ter um website ruim pode ser pior do que não ter nenhum.

Investimento em publicidade online no Brasil cresce 22,8% no 1º semestre

28 de agosto de 2009

Boa notícia para nós “webmarketeiros”! Segundo o Projeto Inter-Meios, relatório divulgado nesta semana pela editora “Meio & Mensagem”, a internet foi a plataforma de mídia com maior crescimento em faturamento publicitário no primeiro semestre de 2009.

O total do faturamento de mídia no Brasil no 1º semestre foi de R$ 9,67 bi. A mídia online contribuiu com R$ 394,5 mi desse montante. Um crescimento de 22,8% em relação ao período anterior.

O aumento do volume de dinheiro que circula na mídia online reflete o crescimento ainda acentuado do número de internautas brasileiros. Este número atingiu 64,8 milhões em julho, segundo dados do Ibope. Em junho, esse o número era 62,3 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 4% no mês.

Ainda segundo o Ibope, do número total de internautas brasileiros, 36,4 milhões de pessoas usaram a internet no trabalho ou em residências, aumento de 10% sobre os 33,2 milhões registrados no mês de junho. O número total de internautas que possuem acesso à internet em casa e no trabalho, simultaneamente, totaliza 44,5 milhões.

Em relação a outras mídias houve aumento na participação do total das verbas publicitárias na TV aberta (+3,9%), TV por assinatura (+4,8%) e rádio (+6,2%). Do outro lado houve queda em jornais (-10%), revistas (-8,7%) e cinema (-5,4). Todos os dados são comparados com o mesmo período do ano passado.

A partir desses dados podemos perceber que cada vez mais a mídia online vem ganhando força no mercado publicitário. Cada vez mais os anunciantes percebem os diferenciais dessa mídia além dela ser muito mais democrática uma vez que permite que todos os portes de anunciantes marquem presença. Impossível imaginar isso na TV aberta, por exemplo. Você já viu anúncios de pequenas empresas na maior TV aberta (Globo) do Brasil? E no maior site do mundo (Google)?

A mídia online possui inúmeras vantagens em relação às outras mídias como alta capacidade de segmentação de mercado e total mensuração de resultados, para ficarmos apenas nos dois principais.

Com isso, não me canso de repetir: Se sua empresa ainda não tem uma estratégia de mídia online, corra pois pode ser que ainda dê tempo. Nunca é tarde para começar.

Os “webmarketeiros” agradecem!

20 Dicas úteis e simples para seu site aparecer melhor posicionado nos mecanismos de buscas – sem ter que pagar por isso.

27 de agosto de 2009

O sonho de toda empresa que tenha um website é fazer com que ele apareça nas primeiras posições dos mecanismos de buscas (Google, Yahoo, Bing) sem pagar por isso (a chamada busca natural). De nada adianta se sua empresa têm um lindo website se ninguém o acessa, certo? E para que o site seja acessado estar bem posicionado nos mecanismos de busca é fator crítico de sucesso.

A técnica de fazer com que websites apareçam bem posicionados nas buscas naturais é chamada de SEO (Search Engine Optimization). Existem diversas empresas e profissionais especializados nisso. Para as empresas a má notícia é que esse costuma ser um serviço caro e não se pode garantir que a empresa aparecerá bem posicionada para sempre. Diversos fatores influenciam nisso e todos os dias alguma ação tem que ser tomada para garantir as primeiras colocações (daí a razão de ser um serviço caro).

Faça um teste e veja em que posição sua empresa aparece no Google para a palavra que represente o principal produto ou serviço que você oferece. Se você não aparece na primeira página dos resultados tenha certeza que você está deixando de fechar vários negócios e captar vários clientes através da web. Pouquíssima gente avança à segunda página, principalmente se encontrar o que busca logo na primeira.

Eu fiz o teste buscando por “seguro de carro”. O resultado foi esse:

Google-Busca-Natural

Google-Busca-Natural

Vejam que além dos inúmeros anúncios pagos existem websites muito bem posicionados, sem pagar nada por isso. O site que aparece na primeira posição por exemplo: www.segurosautomovel.com.br . Aparece super bem, sem pagar nada por isso, e com certeza tem um tráfego muito interessante de interessados em seguros. Parabéns ao site pois esse é um mercado muito concorrido onde existem empresas grandes trabalhando.

Você deve estar se perguntando: Mas como fazer meu site subir nas posições dos mecanismos de buscas sem gastar muito dinheiro?

Deixo aqui 20 dicas que ajudam em muito seu site subir no ranking dos buscadores. Poderia escrever 100 dicas mas com essas 20 as coisas já tendem a melhorar e você não precisará abrir mão do precisos tempo dedicado a seu negócio tentando implementar todas as melhorias.

Se seu site irá aparecer ou não nas primeiras páginas depende de vários fatores (principalmente como seus concorrentes trabalham essa questão). Mas como as dicas são fáceis (necessitam nenhum ou um mínimo de conhecimento de HTML) e grátis (sim, você não vai gastar nada) recomendo a todos implementarem.

Dicas:

1. Se sua empresa ainda não possui um website ou se for possível trocar a IRL do site atual, você tem uma grande oportunidade de melhoria. Uma URL que tenha relação com as palavras dos produtos e serviços que sua empresa vende faz com que seu site seja muito melhor entendido pelo Google e similares. Por exemplo: sua empresa vende e instala cortinas e persianas. Registre um domínio do tipo www.cortinasepersianasonline.com.br ou www.ciadascortinasepersianas.com.br . Veja bem, uma URL boa para SEO não necessariamente é “bonita” ou “simples”.

2. Os títulos das páginas são fundamentais para um bom posicionamento. Não se esqueça que é o título da página que aparece como “cabeçalho” do resultado de sua empresa nas buscas. Veja os exemplos para a busca “farmácia online”:

Farma Delivery Online: Comprar Medicamentos Ficou Bem Mais Fácil

Compre seus medicamentos e remédios com os melhores preços, prazos e condições de pagamento na Farma Delivery Online, a sua farmácia e drogaria na internet.
farmadelivery.com/

Vitanet

Pesquisar por: Ache o que precisa: Produto, Fabricante, Composição, Genérico. Somente iniciais. Home | Entregas | Produtos controlados | Anuncie | Quem
www.vitanet.com.br/

Enquanto o primeiro anúncio informa claramente do que se trata o link, o segundo é apenas um mapa do site. Não preciso dizer qual aparece melhor, certo? As boas práticas dizem que um titulo interessante tem cerca de 10 palavras e 70 caracteres.

3. Os mecanismos de busca não gostam de erros. Certifique-se que seu site não possui erros de sintaxe. Cheque seu código HTML e CSS de seu site.

4. A descrição de sua página (o que aparece abaixo do título nos resultados das buscas) deve ser bem escrita. Fundamental que ela contenha as palavras para as quais você quer que sua empresa apareça bem colocada.

5. Tenha algum conteúdo dinâmico em seu site, os buscadores adoram. Pode ser um blog ou uma área de notícias. Mas de nada adianta ter essa area se não atualizá-la ao menos 1x por semana.

6. Tenha certeza que o internauta consegue acessar qualquer página de seu site a partir de qualquer página que ele esteja. Os links internos ajudam os buscadores a promover seu site.

7. Prefira menus em formato de texto aos que utilizam Java script. Coloque as palavras chaves que você quer fomentar no nome dos menus/seções. Ex: Se você quer aparecer bem para a palavra “Seguro Saúde” tenha no menu esse item e também algo como “Vantagens do Seguro Saúde”, “Legislação do Seguro Saúde”, etc.

8. Garanta que suas imagens utilizem a tag “alt” para explicá-las. Um exemplo, se seu site tem uma imagem do sapato que você vende, a tag “alt” deve ser algo do tipo “sapato-couro-masculino”. O Google e os demais buscadores não lêem imagens. Eles lêem tags.

9. Confirme que seu site possui um sitemap e submeta-o ao Google. Dessa forma você garante que todas suas páginas serão indexadas.

10. Evite que sua página ultrapasse os 30 KB para permitir rápido carregamento.

11. Não tenha um site todo em flash. Os mecanismos de buscas não gostam do flash. Tenha no máximo um banner, uma animação, mas prioritariamente seu site deve ser em HTML. Se o site de sua empresa é todo em flash considere urgentemente uma reformulação.

12. Tenha URLs amigáveis em seu site. O que é isso? São URLs que informam o conteúdo da página que elas acionam. Por exemplo duas URLs de empresas que trabalham com PABX:

http://www.flatel.com.br/panasonic%20centrais.htm#12 (URL não amigável)

http://www.telefoniaempresarial.com.br/pabx-para-empresas.htm (URL amigável)

13. Não tenha links ocultos ou escondidos em seu site. Os buscadores odeiam isso.

14. Tenha conteúdo de qualidade em sua página e garanta que as palavras que você quer privilegiar aparecem com certa freqüência nos textos. Mas atenção, não exagere na repetição das palavras ou os buscadores podem lhe penalizar.

15. Cadastre seu site em “diretórios de sites”. Procure no Google e você achará uma infinidade deles. Esse cadastramento faz como que seu site ganhe os chamados “backlinks” que são como “referências” e os buscadores adoram.

16. Peça a seus clientes, parceiros e fornecedores, que incluam o link do seu site no site deles. Mais uma vez a razão é a geração de backlinks.

17. Se possível ofereça algo grátis em seu site, seja um software para download, um “test-drive” ou um material de treinamento. Os blogueiros vão ver, indicar e gerar links para seu site (os tais backlinks).

18. Tenha um conteúdo interessante que não seja apenas comercial. Se você vende “serviços de polimento de pisos” por exemplo, fale sobre as vantagens do polimento, os materiais utilizados, a importância do polimento.

19. Link seu site com sites de mídia social como Orkut, Twitter, Facebook, Digg, LinkedIn. Crie uma comunidade de sua empresa no Orkut, um perfil no Twitter, coloque o link em seu perfil do LinkedIn, etc.

20. A última é a mais importe: Tenha paciência e trabalhe duro. Acompanhe os resultados e vá fazendo os ajustes necessários. Não espere resultados imediatos mas tenha certeza que no longo prazo sua empresa terá um grande diferencial no mundo da internet.

Mídia Online gera retorno melhor que campanhas na TV

26 de agosto de 2009

Dados divulgados ontem pela comScore (consultoria americana de internet) mostram que propagandas online nos EUA geram igual ou mais retorno aos anunciantes que mídia televisa.

A íntegra da pesquisa pode ser lida aqui (em inglês).

A pesquisa foi conduzida através do monitoramento do comportamento de compra de um total de 2 milhões de internautas, que deram a Consultoria permissão para que esta acompanhasse seus hábitos online. Os estudos foram focados em consumidores que também fazem parte de programas de fidelização de grandes redes de supermercados americanas e cujo comportamento de compra foi medido através de equipamentos instalados nos checkouts (caixas) dessas redes. Quando estes participantes iam às compras na rede participante e apresentavam seu cartão fidelidade, essa compra ficava armazenada para fins do estudo.

Durante doze semanas, o grupo foi exposto a campanhas online (banners fixos, banners em flash, rich media) com marcas de diversas categorias de produtos – entres produtos alimentícios e de higiene pessoal.

Durante um período de 3 meses de análises a comScore observou que as campanhas online conseguiram elevar as vendas dos produtos anunciados em 9% em média. Cerca de 80% das marcas anunciadas online tiveram aumento significativo de vendas.

Os resultados foram comparados com um estudo da efetividade da mídia televisa feita pela Information Resources Inc – IRI (instituto americano de pesquisas). Segundo o estuado do IRI feito durante 12 meses, as campanhas de mídia feitas para TV geraram um aumento de 8% nas vendas dos produtos anunciados. Pouco menos que o efeito da web em apenas 3 meses. Além disso apenas 36% dos produtos anunciados tiveram aumento significativo nas vendas.

Essa pesquisa confirma que publicidade online é capaz de construir ou reforçar marcas na web e refletir essa ação no comércio offline. Mostra também que os anunciantes e as agências não podem menosprezar esse enorme meio de comunicação que é a rede mundial de computadores. E para tornar a internet ainda muito mais atrativa sabemos que o custo de uma campanha online é muito inferior ao de uma campanha em televisão.

Essa é uma ótima notícia para a mídia online e para os profissionais, assim como eu, envolvidos com ela.

Crescimento de Vendas das Marcas Anunciantes Comparação entre Mídia Online e Televisiva
Fonte: Information Resources, Inc. and comScore, Inc.

TV (IRI) Internet    (comScore)
Aumento de Vendas

+8% ao longo de 12 meses

+9% ao longo de 3 meses

% de campanhas com crescimento estatístico considerável em vendas

36%

80%

Os 12 pecados de uma campanha de email marketing

25 de agosto de 2009

Uma campanha de email marketing, se bem feita, pode trazer ótimos resultados para sua empresa – isso é fato. O email marketing é uma ferramenta importantíssima na geração de tráfego para seu site e no relacionamento com seus clientes, além de ter um custo mais acessível em relação a outros tipos de mídia online. Quando uma campanha é bem feita atinge um cliente no perfil de seu público alvo e com alta propensão de compra. No entanto uma campanha de email marketing não passa apenas pelo conjunto de um bom design, um ótimo conteúdo e uma boa oferta. Ainda vejo muitos erros em campanhas de email marketing que às vezes passam desapercebidos e vou citá-los aqui para que na próxima campanha de sua empresa você não os cometa.

1) Falta de segmentação na base de dados: Como já citei em outro post (como-fazer-uma-campanha-de-e-mail-marketing-que-tenha-bons-resultados) o 1o passo para uma campanha de email ter sucesso é uma boa segmentação da base de clientes. Se sua empresa envia os emails para o público errado, sua efetividade será quase nula.

2) Não ter uma boa fonte de coleta de base de dados: Como sua empresa coleta os emails dos clientes? Se for via website institucional preste atenção a alguns pontos que podem melhorar muito a qualidade de sua base e otimizar sua campanha. Pesquisas americanas mostram que de 5% a 25% dos emails preenchidos em formulários na web não existem. As pessoas não gostam de preencher seu email verdadeiro em formulários pois acreditam que receberão diversos spams (o que não deixa de ser verdade em muitos casos). Para tal as sugestões são:

  • Tenha no formulário de cadastro dois campos de preenchimento de email. Se ambos não forem iguais informe ao internauta. Se você está se perguntando se isso não “complica” ainda mais o preenchimento do formulário a resposta é sim, complica. Mas pense que você terá o email correto, não precisará enviar email para endereços errados, etc. Vale a pena esse “passo a mais”.
  • Tenha um “corretor de erros comuns”. Em seu formulário não tenha apenas a checagem se o email informado possui @ mas também cheque erros comuns como yaho.com (com apenas uma letra O) ou gmail.com.br (ao invés de apenas .com).
  • Envie um email automático agradecendo o preenchimento e caso este email volte coloque uma observação na base de dados que aquele email provavelmente não existe.

3) Não respeitar o “Opt-in”: Quando alguém preenche um formulário e opta por “não receber comunicados” daquele website, respeite sua decisão. O termo “Opt-in” corresponde ao conjunto de regras segundo as quais as mensagens de marketing ou de caráter comercial só são enviadas para as pessoas que expressem, prévia e explicitamente, o seu consentimento.

4) Não oferecer uma opção de “Opt-out”: Tenha respeito para com seu possível cliente. Permita que ele retire seu email da lista de destinatários se assim o desejar.

5) Não respeitar a opção de “Opt-out”: Se seu possível cliente solicitou a retirada de seu email da lista, respeite-o o retire assim que possível. Já vi casos em que ao solicitar a retirada do email recebo outro email dizendo que em até 30 dias (!) meu email será removido da lista.

6) Enviar emails excessivamente longos: O sucesso de uma campanha de email marketing possui grande relação com o impacto que o email enviado causa em quem está o lendo. Se sua empresa envia um email longo, cheio de textos, que demore a abrir, com figuras pesadas, etc, ele não será “atraente” para quem o recebe e a chance de ser descartado imediatamente é muito grande.

7) Enviar emails excessivamente pesados: Costuma receber emails de uma grande loja de roupas masculinas (essa faço questão de citar – a loja é a TNG) que sempre vêm com mais de 1MB de tamanho. Quando este email chega e estou por exemplo acessando de meu celular, eu o apago antes mesmo de abri-lo pois sei que aquilo irá me consumir banda e tempo até descarregar por completo. Email deve ser leve, isso é básico.

8 ) Excesso de ofertas diferentes no mesmo email: Uma peça de email marketing deve ser objetiva e com uma única oferta (ou ofertas que tenham sinergia). Mesmo que sua empresa seja um varejista e ofereça uma vasta gama de produtos, não envie no mesmo email produtos muito diferente. Há algum tempo recebi um email (infelizmente não me lembro quem enviou para citar) onde havia uma oferta de aspirador de pó ao lado de uma oferta de jogo de pneus para motos.

9) Enviar seu email para os destinatários com cópia em aberto: Pode parecer engraçado mas há empresas que acham que enviar uma peça de email marketing é o mesmo que enviar um email de trabalho. Recebo em média 2 emails por dia (todos pegos por meu antispam – ainda bem) onde o destinatário vem aberto. Já dá para imaginar o que acontece né? Um que responde para todos solicitando a retirada da lista, etc, etc. Além desta ser uma péssima ação ao expor seus possíveis clientes, essa atitude passa um total sensação de amadorismo. Se sua empresa não está disposta a contratar um serviço profissional de envio de email marketing, que ao menos os envie com BCC. E cuidado para não ser considerado spammer por seu provedor de emails.

10) Links quebrados no corpo do email: Nada mais frustrante que receber um email, lê-lo, se interessar pelo conteúdo e quando se clica no link ir para uma página que não existe. E isso não é tão raro de acontecer.

11) Chamar as pessoas pelo nome sem filtrá-las: A maioria dos emails marketing que recebo são enviados para a caixa de correio geral de minha empresa. Assim o email é contato@. Eu dou risada quando recebo email dizendo: “Caro Sr(a) Contato”. Um filtro de base de dados resolve esse problema mas pouquíssima gente o faz.

12) Enviar anexos: Outro erro grotesco. Enviar email marketing com a peça de email anexada. Se no campo do email já é difícil capturar a atenção do leitor imagine mandando um anexo que precisa ser aberto. Sem contar que a chance do anexo conter um vírus existe e isso faz com que aqueles que ainda têm alguma vontade de abrir o anexo, desistam.

Por hoje é só. A mensagem que deixo é que quando sua empresa for fazer uma nova campanha de email marketing certifique-se que os pontos acima estão sendo todos considerados. Pode ter certeza que o retorno da ação será muito melhor. Seus clientes, potenciais clientes e mesmo os que nem conheçem sua empresa, agradecem.