Arquivo de agosto, 2009

General Motors e eBay se unem para testar venda de carros pela internet

11 de agosto de 2009

Ontem foi divulgado que a montadora americana General Motors e empresa de leilões online eBay (o mercado livre dos americanos) lançaram um programa de testes na Califórnia que permitirá que clientes negociem com as concessionárias e comprem automóveis pela internet. O site para a compra de veículos – gm.ebay.com ou chevy.ebay.com – é uma revolução na forma de se vender automóveis 0Km nos Estados Unidos e inicia suas operações hoje (11/08). Abaixo a tela de entrada do site:

gmebay1

 

O site de vendas não irá concorrer com as concessionárias da marca, muito pelo contrário. Mais de 225 concessionárias da GM na Califórnia participam do programa, que funcionará em caráter experimental até 8 de setembro. Os carros vendidos durante o período serão retirados nas próprias concessionárias.

Caso o projeto tenha sucesso, a GM disse que pretende expandir seu programa para o resto dos Estados Unidos, conquistando novos clientes e recuperando parte do mercado perdido na crise pela qual a empresa atravessa. A internet irá permitir que os consumidores comparem preços de diferentes modelos nos sites das concessionárias participantes, além de negociar preços, financiamentos e o pagamento. Os consumidores poderão pagar o preço anunciado ou dizer o valor que estão dispostos a pagar, podendo negociar com o vendedor do veículo. Mais de 20 mil veículos Chevrolet, Buick, GMC e Pontiac serão inicialmente oferecidos na internet.

Naveguei no site e o achei bem amigável, bem direto e com boa usabilidade. Deixando a parte técnica de lado me parece que as ofertas que estão sendo feitas são bam vantajosas. Os descontos começam em 10% mas o usuário pode dar o lance que desejar.

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Trata-se de uma iniciativa muito interessante e que pode quebrar paradigmas no mundo do e-commerce. Acredita-se que o e-commerce só tenha sucessos para produtos como DVDs, Livros, etc, mas produtos de alto valor agregado também podem ter sucesso. Acredito que automóveis em particular, sejam um dos produtos de alto valor mais fáceis de usar a internet como ferramenta de vendas. Um comprador de automóvel sabe o que quer, conhece os modelos, os acessórios, etc. Se duas concessionárias possuem o mesmo veículo, com os mesmos opcionais e a mesma cor, a decisão é totalmente racional, ou seja, preço e forma de pagamento. Com a Internet ajudando esta decisão racional, o consumidor só tem a ganhar.

Resta aguardar os resultados e, dando certo, esperar que uma ação semelhante seja feita no Brasil. 

O que não fazer no AdWords

10 de agosto de 2009

O Google AdWords com certeza é a melhor ferramenta de webmarketing existente atualmente. Através dos links patrocinados ele permite que empresas grandes e pequenas concorram em pé de igualdade e atinjam extamente seu público. No entanto se ele não for bem utilizado, sua verba vai embora e sua empresa não terá nenhum retorno fazendo com que você pense que o problema é do AdWords e que ele não funciona.

Pois bem, estava eu montando uma proposta para um cliente quando busquei no Google: “assinar exame”. Estava buscando informações sobre a oferta de assinaturas online da revista exame. Vejam a tela de retorno da busca.

assinarexame1

Webmarketing - O que não fazer no AdWords

 

Vocês repararam qual foi o 1o link patrocinado que apareceu? Weinmann Laboratório!

Com certeza esse laboratório comprou a palavra “exame” e por isso está aparecendo. Estando aparecendo em 1o para uma busca que não é seu público, o valor que ele está pagando no clique deve ser altíssimo e o retorno muito baixo. Para resolver esse problema era só adicionar a palavra “assinar” como sendo negativa em sua campanha. As palavras negativas são muito importantes no AdWords e pouca gente dá a devida importância.

Mas os problemas não param por aí. Vejam a descrição do anúncio: “Referência em análises clínicas no RS.” . Eu estou em São Paulo, por que esse anúncio está aparecendo para mim se eles só atendem RS (Rio Grande do Sul)? A campanha deve estar aberta para todo o Brasil. Eles deveriam tem escolhido apenas o estado do RS.

Para não ficar apenas nesse exemplo, o 4o link patrocinado (ou o 1o do lado direito) é do Laboratório Fleury. Ou seja, mesmos problemas de seu concorrente do Sul.

Wemarketing - O que não fazer no AdWords

Wemarketing - O que não fazer no AdWords

Já o 5o anúncio é de uma imobiliária querendo vender escritórios em Osasco/SP! Eu que teoricamente só queria assinar a revista Exame fui impactado por mídias que não me interessaram em nada. Ou seja, dinheiro dos anunciantes jogado fora.

Isso mostra que os erros em campanhas de webmarketing não são privilégios de pequenos. Os grandes também erram e com isso possibilitam diversas oportunidades a serem exploradas na internet. Basta saber como.

Como melhorar seu posicionamento em mecanismos de buscas?

8 de agosto de 2009

Sua empresa criou um site, contratou uma agência de webdesign, criou textos, colocou diversas imagens interessantes, contratou uma pessoa apenas para atender os telefonemas que vão surgir e passado alguns dias você começa a reparar que além se suas próprias visitas, ninguém ou quase ninguém visita o seu site. Começa a se questionar o que foi feito de errado, começa a pensar que a agência contratada talvez não seja tão boa assim, começa a achar que webmarketing não funciona, que gastou dinheiro a toa, etc.

Para evitar que isso aconteça, a primeira pergunta que tem que ser respondida é: Em qual lugar meu site aparece nos mecanismos de buscas como Google, Yahoo, Live, etc? Se o seu site não aparece nos primeiros lugares, certamente ele não receberá visitas vindo destes mecanismos. Pense assim: Quantas vezes você procurou por uma palavra no Google, o resultado da busca voltou com milhares de resultados, e você olhou mais do que 3 ou 4 páginas dos resultados obtidos? A verdade é que se o seu site não aparecer na primeira ou na pior das hipóteses na segunda página, ninguém irá acessá-lo.

Então vem a pergunta: Como faço para aparecer nos primeiros lugares dos resultados dos buscadores?
Conseguir aparecer bem nos buscadores não é nada simples mas existem algumas técnicas que podem ajudar a melhorar sua posição no ranking.

O principal fator que faz com que seu site seja bem classificado nos mecanismos de busca são os chamados backlinks e é sobre eles que vou me aprofundar um pouco (lembrando que ele é o principal fator mas existem outros fatores importantes que não podem ser desprezados como tags, linguagem amigável, sitemap, etc). Backlinks podem ser traduzidos como “links reversos” que quer dizer links em outros sites na Internet que possuem links para o seu site. O Google funciona como uma biblioteca. Um livro que é muito citado nas referências bibliográficas de outros livros, tende a ser um livro de alta qualidade. Com sites o raciocínio é o mesmo. Um site que é muito citado por outros sites, tende a ser um site de qualidade. Um site de qualidade aparece em posições superiores na busca.

Como conseguir backlinks para meu site?

Essa não é uma tarefa fácil. É importante citar que os resultados não surgem de uma hora para outra, você deve ir cultivando para que somente depois comece a colher seus frutos.

Vamos a algumas dicas de como conseguir backlinks:

1) Tenha bom conteúdo.

Tenha um site atrativo e com conteúdo interessante. Visitantes que gostam do seu site podem citá-lo em seus próprios sites, em fóruns de discussões, em posts de blogs, etc. Além disso atualize esse conteúdo com freqüência para fazer com que os visitantes voltem. Crie uma experiência interessante para o internauta que chega a sua página. E mesmo que seu site seja institucional é possível gerar conteúdo interessante. Vamos supor como exemplo que sua empresa presta serviços de pintura automotiva e tem um site institucional. Uma boa técnica é inserir no site uma seção de notícias atualizadas ao menos uma vez por semana. Como exemplo essas notícias poderiam sem algo como “Novas técnicas de pintura”, “A importância de usar os matérias adequados”, “Tendências de Cores”, etc.

2) Divulgue seu site sempre que possível.

Sempre que estiver em um fórum, um blog, etc, faça comentários e assine com a url de seu site. Claro que isso precisa ser feito com bom senso. Procure blogs ou fóruns que tenham a ver com seu negócio.

3) Cadastre seu site em diretórios de links.

Diretórios de links que são como “listas telefônicas” da web. Cadastre seu site em todos os possíveis. Para começar o melhor de todos é o DMOZ (www.dmoz.org). Mas não fique apenas nele, busque no Google outros e vá cadastrando.

4) Sites de parceiros.

Toda empresa possui parceiros, fornecedores, clientes, etc. Converse com eles e avalie a possibilidade de colocar seu link nos sites deles, em uma página “Parceiros” por exemplo. Em contra-partida faça o mesmo em seu site. Com seus fornecedores peça que estes coloquem em seus sites a página “Nossos Clientes” com seu link lá.

5) Crie seu próprio Blog.

Ter seu próprio blog sempre é uma boa forma de gerar backlinks para seu site. Criar um blog hoje é simples e existem diversas ferramentas grátis na web para fazê-lo. Eu recomendo o WordPress (www.wordpress.com). Crie um blog dentro de seu próprio site com um assunto relacionado a seu negócio ou mesmo crie um blog apartado de seu site, com um assunto que você goste e tenha paciência para escrever a respeito.

6) Ofereça serviços úteis para o internauta.

Se seu negócio permitir, coloque em seu site serviços que o Internauta possa usar gratuitamente e possa divulgar na web. Por exemplo, se sua empresa trabalha com informática, ofereça downloads de softwares ou parte deles. Outra opção é oferecer um medidos de velocidade de conexão por exemplo. Essa dica tem que estar muito relacionada a natureza de seu negócio e se você conseguir oferecer algo realmente útil pode ter certeza que muitos sites vão gerar um link para o seu.

Essas 6 dicas já serão de grande ajuda para seu site começar a subir nos rankings dos mecanismos de buscas. Posteriormente irei postar algo mais técnico em relação a geração de backlinks.

Boa sorte e bons negócios a todos.

Como fazer bom proveito do Marketing Viral

7 de agosto de 2009

Vídeos no Youtube que transformam pessoas desconhecidas em celebridades já não são nenhuma novidade. O interessante é que agora as empresas começam a se aproveitar disso. Todos devem conhecer a cantora Stephany, que virou celebridade no Youtube, cantando uma música em um clipe “amador” enquanto dirigia um CrossFox Amarelo. Este vídeo foi visto por mais de 1 milhão de pessoas e levou a até então desconhecida cantora ao programa do Luciano Huck na Rede Globo, onde ela foi presenteada com um carro igual ao de seu clip (o do clip era emprestado).

Olhando esse verdadeiro fenômeno uma rede de supermercados chamada Smart (www.redesmart.com.br) resolveu aproveitar o sucesso repentino da cantora. Criou uma campanha chamada “Absoluta” onde a chamada foi “Stefhany trocou de carro” o que gerou um sentimento de curiosidade entre o público para saber qual seria o novo carro da cantora. Após a revelação descobriu-se que Stefhany trocou o carro pelo carrinho de supermercado da Rede Smart (Além disso a promoção distribuirá 3 veículos zero km aos participantes). Uma boa sacada, toda direcionada via internet de uma marca que até então nunca havia feito nada no mundo virtual. Parabéns a rede Smart pela iniciativa e pelo senso de oportunidade. Agora é esperar pelos resultados.

Pesquisa do Instituto Nielsen diz que Twitter é coisa de gente grande

6 de agosto de 2009

Foi divulgado nesta quarta um estudo do Instituto Nielsen mostrando que  apenas 16% dos usuários do Twitter tem menos de 25 anos.

O relatório mostra que a grande maioria dos usuários da rede é de jovens adultos, acima dos 25. A pergunta é porque adolescentes não se identificam com uma ferramenta que, em teoria, tem todos os elementos dinâmicos da web ao qual eles estão acostumados, e como isso pode afetar o Twitter no futuro.

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Um dos pontos abordados no relatório e que seria uma das causas que não atraem os adolescentes é que quando estes têm poucos seguidores ficam desmotivados, já que têm a impressão que ninguém lê o que eles falam, e acabam se dedicando às outras redes como o Facebook por exemplo. Aqui no Brasil o Orkut ainda domina completamente o mercado e parece que será necessário surgir uma outra ferramenta muito mais interessante para mudar esse cenário. Segundo o Ibope a participação de adolescentes brasileiros no Twitter é de apenas 4,6%, enquanto o Nielsen diz que no mundo a participação de jovens até 24 anos é de 16%.

Fica a dúvida: Conseguirá o Twitter sobreviver se não é apoiado pela faixa etária mais influenciadora da Internet ou será necessário ele se reinventar? Só saberemos no futuro.