Arquivo de setembro, 2009

Os 50 melhores Websites de 2009 (segundo a revista TIME)

10 de setembro de 2009

Matéria da revista americana TIME elegeu os 50 melhores Websites de 2009 (matéria completa em inglês). A grande maioria são sites americanos e de redes sociais. Dentre os 50 existe coisas bem interessantes que eu desconhecia. Sugiro uma visita a todos. Vamos a lista e uma breve análise dos TOP 10:

  1. Flickr =>  O Flickr é um site hospedagem e partilha de imagens fotográficas também caracterizado como rede social. O Flickr permite a seus usuários criarem álbuns para armazenamento de suas fotos e entrarem em contato com fotógrafos variados e de diferentes locais do mundo. No começo de 2005 o site foi adquirido pela Yahoo! Inc. O site (ainda) não explora publicidade. O usuário pode se registrar gratuitamente ou usar uma conta Pro que oferece diversos recursos exclusivos e custa R$ 45,90 / ano.Site_Flickr
  2. California Coastline => Esse é um site que não mostra nada além do que imagens aéreas da costa californiana. Ok, é interessante mas não acho que mereça estar na 2ª posição. Os americanos foram “patriotas” aqui.
  3. Delicious => Site que oferece um serviço on-line que permite que o internauta adicione e pesquise bookmarks sobre qualquer assunto. Mais do que um mecanismo de buscas para encontrar o que quiser na web é também uma ferramenta para arquivar e catalogar sites preferidos para acessá-los de qualquer lugar.
  4. Metafilter => Outro site cujo propósito é compartilhar links e discussões com outros internautas. Cobra uma taxa de US$ 5,00 para se criar uma conta. Essa cobrança acabou transformando o site em uma referência pois acaba “filtrando” o conteúdo (não há postagens bobas, de assuntos irrelevantes) e exibindo assuntos de qualidade.
  5. Popurls => Podemos dizer que é um “agregador de agregadores”. É um site bem interessante que vale a pena conhecer. Nele você encontra novidades do Twitter, Digg, Delicious, etc, além de notícias de atualidades, tecnologia, esportes, etc. O site vende espaços publicitários e tem uma loja para fãs que vende produtos personalizados.Site_Popurls
  6. Twitter => Esse já é famoso aqui no Brasil. O Twitter é uma rede social de microblogs que permite aos usuários que enviem e leiam atualizações pessoais de outros contatos (em textos de até 140 caracteres, conhecidos como “tweets”), através da própria Web, ou via SMS e softwares específicos instalados em dispositivos portáteis. As atualizações são exibidas no perfil do usuário em tempo real e também enviadas a outros usuários que tenham assinado para recebê-las. Muita gente já o utiliza com fins comerciais.
  7. Skype => Outro já famoso. O Skype é uma empresa de comunicação via Internet, que permite chamadas de voz e vídeo grátis entre os usuários do software. Está disponível em 27 idiomas e é usado em quase todos os países. Gera renda através de serviços que permitem comunicação com telefones fixos e celulares através da compra de créditos. As tarifas são muito inferiores às operadoras de telefonia convencionais.
  8. Boing Boing => Esse eu não conhecia mas não achei nada de mais. Mais um agregador de notícias, dicas interessantes, posts, etc. Explora espaços publicitários.
  9. Academic Earth => Altamente recomendável. Deveria estar entre os 3 primeiros. Oferece video-aulas e cursos grátis de universidades como Berkeley, UCLA, Harvard, MIT, Princeton e Stanford. Ou seja, toda a elite educacional americana. E repito, tudo grátis.Site_Academic_Earth
  10. OpenTable => Sistema online de reserva de restaurantes. Atende mais de 11.000 restaurantes (a grande maioria nos EUA). O sistema de reserva é similar ao de compra de passagem aérea. Você diz onde, quando e o que quer comer e recebe todas as possibilidades. Um serviço que parece muito bom. Pena que não está no Brasil.
  11. Google
  12. YouTube
  13. Wolfram|Alpha
  14. Hulu
  15. Vimeo
  16. Fora TV
  17. Craiglook
  18. Shop Goodwill
  19. Amazon
  20. Kayak
  21. Netflix
  22. Etsy
  23. PropertyShark.com
  24. Redfin
  25. Wikipedia
  26. Internet Archive
  27. Kiva
  28. ConsumerSearch
  29. Metacritic
  30. Pollster
  31. Facebook
  32. Pandora
  33. Musicovery
  34. Spotify
  35. Supercook
  36. Yelp
  37. Visuwords
  38. CouchSurfing
  39. BabyNameWizard.com’s NameVoyager
  40. Mint
  41. TripIt
  42. Aardvark
  43. drop.io
  44. Issuu
  45. Photosynth
  46. OMGPOP
  47. WorldWideTelescope
  48. Fonolo
  49. Get High Now
  50. Know Your Meme

Google AdWords – Os grandes também erram. (2)

9 de setembro de 2009

Em meu último post (Google AdWords – Os grandes também erram) mostrei os problemas de uma campanha de marketing de busca de uma grande empresa feita por uma agência não especialista no assunto.

O exemplo de hoje é ainda pior. Mostra o descaso que muitas vezes as grandes agências têm para com a mídia online.

Busquei ontem no Google o termo “Vivo Empresas”. Queria saber um pouco mais sobre os planos corporativos de celular da Vivo. A busca me retornou a seguinte tela:

Google-Busca-VivoEmpresas

Reparem no link patrocinado da própria Vivo que aparece em destaque acima dos resultados da busca natural:

Detalhe-Busca-VivoEmpresas

No título do anúncio aparece escrito: “A Vivo vela e pena”. Fiquei um bom tempo tentando entender do que se tratava o título. Cliquei no anúncio, fui para a página da operadora, voltei, procurei o nome dos planos, busquei até mesmo algo sobre eventuais patrocínios da Vivo a eventos esportivos (vela, iatismo) e nada. O que seria aquele tal “vela e pena”? Foi quando tive a brilhante idéia de fazer uma nova busca e apareceu um novo anúncio da mesma Vivo com o título: “A Vivo vale a pena”. Tudo esclarecido. O 1º anúncio está com um erro gritante de grafia (o certo é “vale a pena” e não “vela e pena”). Esse erro compromete não só a campanha mas também a imagem da empresa – um anúncio escrito “A Vivo vela e pena” lhe passa alguma credibilidade?

Esse é mais um exemplo de muitas vezes as grandes agências ( e seus clientes) não dão a devida importância para algumas ferramentas de mídia online e em especial o marketing de busca. Ou você acha que se fosse uma peça impressa em um jornal de grande circulação o anúncio seria aprovado dessa forma (aprovado tanto pelos revisores quanto pelo departamento de marketing do cliente)? Mídia online é mídia da mesma forma e precisa passar pelas mesmas revisões que uma peça de mídia offline passa. Não adianta achar que o que importa é apenas aparecer na web. É fundamental saber como aparecer, onde aparecer e para quem aparecer.

Enquanto isso posso apostar que o cliente acredita que está tendo uma ótima campanha, com presença em diversos tipos de mídia online e offline. Mal sabe este cliente (assim como ocorre com vários outros) que a parte da verba publicitária destinada a mídia online está indo embora sem que o potencial retorno seja atingido e ninguém parece estar preocupado com isso.

Google AdWords – Os grandes também erram.

8 de setembro de 2009

Nesse feriado estive estudando a concorrência em AdWords para o mercado de segurança (eletrônica, patrimonial) a pedido de um cliente meu.  Analisei alguns players, alguns anúncios e seus respectivos websites de destino. Em uma das buscas um anúncio em particular me chamou a atenção. Ao buscar a palavra “seguranca” (dessa forma, sem cedilha e sozinha como a maioria dos internautas digita) no Google, apareceram alguns links patrocinados como é possível ver na figura abaixo. O anúncio da Bosch foi o que captou minha atenção.

Busca_Seguranca_Bosch

Achei o anúncio com um texto apropriado e, queira ou não, uma marca reconhecida mundialmente se destaca aos olhos do Internauta. Com certeza o anúncio deve ter uma boa taxa de cliques e deve consumir uma verba razoável diariamente. Até aqui tudo bem. O problema começa ao se clicar no anúncio.

O clique me levou para a página abaixo:

Site_Bosch

Perceberam algo? Se trata de uma página inicial do site da empresa onde vemos todos os produtos juntos, de sistemas de segurança a ferramentas de íons de lítio. Esse é um erro básico de AdWords. Se seu anúncio está sendo ativado para quem procura por “segurança”, que adianta jogá-lo em uma página onde aparecem todos os produtos? O que interessa a quem procura por “segurança” saber que a Bosch é pioneira no desenvolvimento das tais ferramentas de íons de lítio?

Essa é o que eu chamo de falha na “estrutura da campanha”. Ao criar esta campanha a agência responsável não se preocupou com o “pós-clique” e sim apenas com o clique. Esqueceu que uma campanha de AdWords não acaba simplesmente quando o internauta clica no anúncio e chega no website da empresa. O “pós-clique” é até mais importante que o clique e se não for bem trabalhado transforma uma campanha com potencial de sucesso em mais uma forma de desperdício de recursos publicitários. A situação fica ainda pior ao se descobrir que a própria Bosch tem um site específico para o segmento de segurança e bastaria jogar o clique nesse site que o problema seria resolvido.

Com a campanha estruturada dessa forma posso afirmar que o retorno que a campanha está gerando para esta palavra/segmento está muito aquém de seu real potencial. Ao se desenvolver uma campanha de marketing de busca, utilizando principalmente o AdWords, é fundamental contratar um profissional ou agência que seja especialista no assunto. Um erro simples ou até mesmo bobo como esse consome verba publicitária e não devolve o retorno esperado. O problema é que nem sempre as grandes empresas percebem isso pois geralemente delegam suas campanhas online às mesmas agências que fazem suas campanhas offline e estas, que não são especialistas no assunto, tratam o marketing de busca apenas como uma outra forma qualquer de mídia online. O mais prejudicado é o anunciante, que entende ainda menos do assunto, e acredita estar tendo uma ótima exposição online.

Eu quero ter um milhão de amigos….. No Twitter e no Facebook!

4 de setembro de 2009

Essa notícia é muito interessante! Quem disse que amizade não tem preço? Para a empresa australiana uSocial amizade tem preço sim. A empresa de marketing online está vendendo amigos e fãs aos membros do Facebook, e seguidores aos membros do Twitter.

Facebook-Twitter

A empresa de publicidade disse que está dirigindo seus serviços aos sites de redes sociais devido ao forte potencial publicitário que oferecem.

“O Facebook é uma ferramenta de marketing extremamente efetiva”, disse Leon Hill, presidente-executivo da uSocial, em comunicado. Diz também que “Se você tiver muitos seguidores no Facebook, dispõe de um grupo instantâneo e direcionado de pessoas que podem ser contatadas para promover aquilo que você deseje promover. O único problema é que pode ser extremamente difícil obter tantos seguidores, e é para isso que servimos”, afirmou.

A proposta não para por aí. Além de você comprar seus amigos eles ainda vêm segmentados! Segundo a empresa basta que você informe qual seu público-alvo que eles se encarregam de achar os amigos mais relevantes e adicionar a sua conta.

Para o Facebook a empresa oferece pacotes entre 1 mil e 10 mil amigos, a preços que vão de US$177,00 a US$ 1.167,00.

Já os seguidores no Twitter são mais baratos. E ainda tem garantia – se seu perfil não receber os seguidores contratados no período estipulado eles lhe dão 20% de seguidores a mais.

No Twitter o custo de 1 mil seguidores é de US$ 87,00 e de 100 mil seguidores US$ 3.479,00. Outro serviço oferecido é o envio de Twits (mensagens) até 3 vezes ao dia para sua base de seguidores, falando sobre seu produto ou serviço e com link para sua página.

Os pacotes da uSocial já estão causando controvérsia. De acordo com a mídia australiana, o Twitter tentou processar a uSocial, acusando-a de praticar spam, enquanto o jornal Los Angeles Times disse que o Digg.com (site no qual as pessoas votam em seus sites ou artigos favoritos) também tentou processar a uSocial porque ela vende votos.

Concordo que é uma prática “complicada” e não sei até que ponto existe retorno para quem contrata esses serviços. Mas apesar de toda a discussão ética, não podemos negar que é uma idéia no mínimo “diferente”. Será esse o futuro do webmarketing nas mídias sociais? Só o tempo dirá.

Abaixo o link das páginas (em inglês) que mostram as ofertas:

Amigos no Facebook

Seguidores no Twitter

A força da Internet para criticar serviços mal prestados por empresas.

2 de setembro de 2009

Hoje recebi um vídeo muito interessante e resolvi postar aqui. O vídeo é uma maneira criativa de reclamação contra a companhia aérea United Airlines.

Um passageiro, músico profissional, viajava de avião num trecho dentro dos Estados Unidos e ao chegar a seu destino percebeu que seu violão, que havia sido despachado, foi devolvido quebrado.

Após tentar por diversas vezes ser ressarcido pela cia aérea (por volta de US$ 2.000,00), sem obter sucesso, o músico se cansou e resolveu utilizar a Internet para mostrar sua insatisfação. Fez um clip e o postou no YouTube. Obteve mais de 5.3 milhões de acessos e 35 mil avaliações 5 estrelas. Um verdadeiro exemplo de marketing viral “às avessas”. Virou um novo hit!

Abaixo o vídeo legendado em português:

Segundo comentários que circulam na internet americana, a United Airlines já apresentou várias propostas para tirar o clip do ar. Dizem que a oferta já chegou a US$ 200.000. O músico disse que agora só com U$ 2.000.000 para retirar o clipe.

Não é o primeiro caso de um consumidor indignado que utiliza as ferramentas de webmarketing para expor sua insatisfação. Outro caso muito famoso foi o do blogueiro Jeff Jarvis que em 2004, após ter diversos problemas com seu notebook Dell, criou a expressão e o site Dell Hell, onde pode extravasar toda sua raiva. Até hoje a expressão Dell Hell causa problemas a multinacional de computadores. Uma pesquisa no Google para o termo Dell Hell ainda gera 4.820.000 resultados, quase 5 anos após o ocorrido.

É mais uma prova do poder da rede mundial de computadores e mostra que a internet é uma ferramenta super poderosa para destruir a imagem de uma empresa – e cada vez mais os consumidores estão utilizando-a. Se sua empresa tem problemas de atendimento ou alto índice de insatisfação tome cuidado. Não seja a próxima vítima.