Arquivo de janeiro, 2010

Venda pela internet é fonte de renda para cerca de 30 mil brasileiros

25 de janeiro de 2010

Fonte: Último Segundo

Aos 57 anos, a então dona de casa Adamaris Gallucci descobriu uma nova utilidade para o computador. Ela começou a vender brinquedos antigos no portal Mercado Livre no ano passado e voltou a trabalhar após 10 anos sem emprego. Com cerca de 40 itens comercializados por mês, Adamaris consegue um lucro líquido mensal entre R$ 1.000 e R$ 1.500. A vendedora faz parte de um grupo de cerca de 60 mil pessoas na América Latina que obtêm sua renda no Mercado Livre. A estimativa do portal é que metade desses empreendedores está no Brasil.

A quantidade de pessoas que declararam a comercialização no portal Mercado Livre como sua principal fonte de renda atingiu 38,8 mil em 2007, segundo levantamento feito pela ACNielsen. O portal já encomendou uma atualização da pesquisa e estima que o número de usuários que obtém renda no Mercado Livre acompanhou o crescimento da plataforma, afirma Helisson Lemos, diretor comercial e de marketing da companhia. O portal somou 40 milhões de usuários cadastrados no terceiro trimestre de 2009, uma expansão de 25% em um ano. Com esta taxa de crescimento, a estimativa é que cerca de 60 mil pessoas já vivam de comercializar produtos na plataforma.

“É possível viver da venda de produtos pelo Mercado Livre porque o portal democratiza o comércio on-line. Grandes empresários, pequenos e pessoas físicas brigam pelo mesmo público na plataforma”, diz Lemos.

Os dados são do Mercado Livre, mas eles refletem um movimento maior de popularização da internet no Brasil, que permite a geração de renda via e-commerce para pequenos empresários e pessoas físicas. Neste ano, o Brasil atingirá 15 milhões de conexões de banda larga e o comércio eletrônico crescerá cerca de 30%, segundo projeções de analistas do setor.

Antes de começar a vender no Mercado Livre, Adamaris usava a internet apenas para se comunicar com parentes pelo Orkut. Ex-vendedora de cosméticos, ela parou de trabalhar há dez anos por problemas de saúde e não conseguiu se recolocar no mercado de trabalho. A ideia de vender brinquedos no portal surgiu de uma de suas filhas, para ajudar a mãe a encontrar uma fonte de renda. Depois de iniciar o negócio, a rotina de

Adamaris mudou completamente: agora ela responde todas as manhas às perguntas enviadas pelos clientes e despacha os produtos à tarde nos Correios.

“De tanto ir e voltar dos Correios, já emagreci oito quilos desde que comecei a vender pela internet. Hoje me sinto mais útil. Sou outra pessoa”, diz Adamaris. Com o bom desempenho dos negócios, ela já solicitou seu cadastro como Micro Empreendedor Individual (MEI) para comercializar também produtos novos e aumentar sua escala de vendas.

Empreendedorismo

Além de uma fonte de renda, a venda pela internet também é o primeiro passo para a abertura de um negócio. Estima-se que 18% das pessoas que obtêm sua renda no Mercado Livre deixaram seus empregos para gerenciar a atividade. A empresária Priscila Tarsitano é uma delas.

Consultora de marketing, foi demitida durante a crise econômica e decidiu abrir seu próprio negócio. Criou a Tubarão Digital, empresa de venda de produtos eletroeletrônicos, e entrou no Mercado Livre em abril do ano passado. Menos de um ano depois, já alugou uma sala comercial e contratou duas funcionárias.

Hoje a companhia vende em média 115 itens por dia, com preço médio de R$ 12. Para este ano, a meta é contratar mais uma pessoa, abrir seu próprio site e atingir 300 produtos vendidos por dia. O noivo e sócio de Priscila também planeja deixar seu emprego de engenheiro de telecomunicações para se dedicar exclusivamente ao negócio. “O portal de vendas é uma boa ferramenta para quem começa um negócio. É mais fácil começar por lá do que por a cara para bater em um site novo”, diz Priscila.

Oportunidade de emprego

A popularização do e-commerce abre uma série de oportunidades de emprego no Brasil. Depois de conquistar um público de clientes cativos, muitos empreendedores do mercado digital iniciam as contratações para aumentar seu volume de vendas.

Atividades como responder e-mails de clientes, despachar os produtos pelos Correios, criar de anúncios virtuais e postar mensagens de divulgação em redes sociais como Twitter e Orkut estão entre as novas opções de emprego geradas pelo e-commerce.

Internet ajuda a fechar 30% das compras de imóveis

22 de janeiro de 2010

Fonte: Ultimo Segundo

A internet tem se mostrado uma aliada cada vez mais presente na hora de se comprar a casa própria. Hoje, os negócios realizados com a ajuda do meio online correspondem, em média, a 30% de tudo que é vendido pelo setor.

Há três anos, a participação da internet não chegava a 10% dos contratos assinados. Para este ano, esse volume pode ultrapassar os 35%.

A legislação brasileira não permite que a compra de um imóvel seja realizada totalmente pela internet. No entanto, quase todo o processo pode ser feito de forma virtual, desde conhecer o projeto a até o envio de documentação.

O engenheiro civil Carlos Eduardo Paiva Reyes, 25 anos, economizou tempo ao buscar um imóvel pela internet. “Comecei com as pesquisas e utilizei o corretor online. Com esse auxílio, consegui todas as informações que precisava. Só conheci o empreendimento pessoalmente no dia em que assinei o contrato”, diz ele, que comprou um apartamento no bairro de Pirituba.

Reyes conta que estava há seis meses procurando um imóvel, mas não tinha tempo de ir aos plantões de venda. “Com a internet, não só vi as fotos como obtive todas as informações, valores e forma de pagamento pelo atendimento online. Também mandei meus documentos por e-mail. E a mesma pessoa que tirou as dúvidas pelo do site foi a que me atendeu pessoalmente, o que achei muito bom”, comenta.

O casal Alexandre Regi Lozei Moreira, 25 anos, e Thais Caes Molina, 21 anos, também preferiu a internet para encontrar e comprar um imóvel em Santo André. “Economizamos tempo e gasolina. Em um mês fechamos o negócio”, afirma. “Mas em sites em que não há informação e atendimento online, só me decepcionei no plantão de vendas porque não era o que queria”, completa.

Pensando em atingir o maior número possível de potenciais compradores, as construtoras e empresas de vendas investem cada vez mais na internet. No site da Living, braço de imóveis considerados econômicos da Cyrela, o mês de outubro de 2009 registrou a marca de 75 mil visitas, das quais 10 mil foram contatos por meio de chat com corretores. “Em um plantão não é possível atender tantas pessoas assim. Por isso queremos inovar cada vez mais nessa área e o próximo passo é permitir acesso ao conteúdo via celular”, explica Gilson Hochman, diretor de vendas da Cyrela.

O site da consultoria de imóveis Lopes registra cerca de 1,2 milhão de visitas por mês e até 4% se convertem em atendimento online. “A internet corresponde 35% a 40% de nossas vendas. Conseguimos atingir desde o público de produtos econômicos até o alto padrão com o site e corretores virtuais”, diz Adriana Sanches, gerente de marketing da empresa.

Para Marcelo Bigucci, diretor de marketing da construtora M. Bigucci, a internet também é um modo barato de divulgar os produtos e contatar os clientes. Ele acredita que o site atinja um volume maior de possíveis compradores do que as propagandas e material de divulgação. “Hoje, todo mundo tem acesso à internet”, diz. A empresa tem 15% de suas vendas realizadas por meio virtual.

O vice-presidente de mercado imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), o Odair Senra, afirma que o trabalho virtual também melhora o relacionamento entre consumidores e corretores. “Por muito tempo, a visão que se tinha era de que os corretores eram chatos, que ficavam ligando atrás de clientes desinteressados. Mas com a internet, quem procura é o cliente e não o profissional de vendas”.

Aumenta confiança do consumidor nas compras online

19 de janeiro de 2010

Fonte: Administradores.com.br

Segundo pesquisa divulgada recentemente pelo e-Bit, o e-commerce movimentou no período entre 15 de novembro e 24 de dezembro R$ 1,6 bilhão, crescimento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado. Dentre as seções que se destacam na preferência do consumidor estão: 1º lugar – livros; 2º – eletrodomésticos; 3º – saúde, beleza e medicamentos; 4º – informática e 5º eletrônicos.

A pesquisa também mostrou que o consumidor está cada vez mais procurando, na internet, produtos de alto valor agregado, como bens de informática e eletrodomésticos, contra a dominância de itens mais baratos, como CDs e DVDs, produtos de grande destaque anos atrás.

Este crescimento das transações on-line está ligado também ao aumento de usuários. Segundo a 21ª edição da pesquisa Internet Pop, em 2009 houve um crescimento de 10% no acesso de brasileiros à rede, comparado ao período anterior, totalizando mais de 25 milhões de usuários.

“A confiança do consumidor em fazer compras on-line está aumentando e o crescimento destes números será ainda maior nos próximos anos”, ressalta Jefferson Assis, gerente do portal Mundo Móvel (www.mundomovel.com.br), e-commerce focado em produtos e soluções de mobilidade.

Criado em 2008, o Mundo Móvel comercializa desde navegadores GPS e acessórios até smartphones, mapas e softwares, e é referência no segmento de mobilidade no Brasil. Em dezembro de 2009, o portal Mundo Móvel teve um aumento de 18% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

Resultados espontâneos lideram preferência nos buscadores, aponta pesquisa da WBI

14 de janeiro de 2010
Pesquisa mostra que do total de usuários que acessam buscadores, mais de 75% clicam em resultados espontâneos e 52% vão até a terceira página dos resultados exibidos.
A 6ª edição do “Raio-x do e-commerce. Quem é quem na mente do consumidor”, pesquisa exclusiva realizada anualmente pela WBI Brasil, aponta que 75,93% dos usuários que acessam sites de busca têm preferência pelos resultados espontâneos, enquanto 24,07% clicam nos Links Patrocinados.

Segundo o diretor de Marketing da WBI Brasil, Paulo Kendzerski, apesar do número de acessos ao Link Patrocinado ser menor, a pesquisa sugere uma tendência de aumento no número de cliques nesse tipo de anúncio. Kendzerski destaca que desde o inicio da Internet, o uso dos mecanismos de busca privilegiou os resultados espontâneos, pois as ferramentas concentravam todo seu trabalho nesse tipo de resultado.   “A partir do surgimento e do incremento dos Links Patrocinados, os usuários passaram a contar com mais essa opção. A pesquisa mostra que houve uma evolução na preferência dos cliques no Link Patrocinado, que começou com 7,8% em 2007, atingiu 25,68% em 2008, e agora estabilizou, com 24,07%”, afirma.

Dos usuários que utilizam os mecanismos de buscas como fonte de pesquisa, 20% seguem até a primeira página, 28% vão até a segunda e 52% até a terceira página ou mais. Entre os buscadores, há a preferência pelo Google (95,4%), seguido pelo Bing (2,9%) e Yahoo (1,7%).

Para Kendzerski, a vantagem do Google sobre os outros buscadores apontada pela pesquisa, não significa que as empresas devem descuidar de investir em outros mecanismos de busca com menor audiência. “Figurar bem em outros buscadores é uma excelente estratégia, pois o custo para as empresas em expressões/palavras-chaves é menor, além de garantir a divulgação da marca e a oferta de produtos para um público específico”, assinala.

A 6ª edição do Raio-X do e-commerce coletou 1080 respostas junto aos participantes das edições do Café COM Internet realizadas em 2009 em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Criado em 2001, o Café COM Internet consolida-se a cada ano como um dos principais eventos na área de Marketing Digital do país. Os temas abordados têm o foco voltado à Publicidade Online e contemplam assuntos como campanhas de Links Patrocinados, Search Engine Marketing (SEM), e-Commerce, e-Mail Marketing e Comunicação Integrada. Além de expor esses assuntos, o Café COM Internet também apresenta pesquisas inéditas de mercado e cases de sucesso na Internet.

Lojas virtuais aumentam vendas e comemoram balanço de Natal

12 de janeiro de 2010

Fonte: RondoniaAgora / NB Press

Em constante ascensão, o comércio eletrônico vem tomando conta do dia a dia dos internautas e da economia nacional, onde 25% das pessoas que acessam a internet já compram pela rede. Seguindo a mesma curva de crescimento, as lojas virtuais Amercantil, PortCasa e Giuliana Flores comemoram crescimento acelerado nas vendas neste natal.

A Amercantil, especializada em eletroeletrônicos, fechou o mês de dezembro com 10 mil pedidos, 60% a mais que o mesmo período do ano passado. O tíquete médio foi de R$ 285,00. De acordo com Márcio Albino, sócio diretor da Amercantil, isso é resultado de investimentos em tecnologia, que tornaram o site ainda mais seguro, além da ampliação da linha de produtos. Entre os campeões de venda neste natal estão cafeteiras, adegas climatizadas, GPS, Porta Retrato digital, entre outros.

Já a PortCasa, líder em cama, mesa e banho, dobrou o número de acessos ao portal nos meses de novembro e dezembro. Foram mais de 600 mil no período e um crescimento de 260% nas vendas em relação ao natal de 2008. O tíquete médio da loja foi de R$ 120,00. De acordo com Natan Sztamfater, diretor da PortCasa, este foi o natal da consolidação da marca, que aumentou sua base de clientes e ganhou credibilidade entre eles. Além dos investimentos em marketing, promoção, ampliação do estoque, que foram os grandes motivadores do crescimento.

Na Giuliana Flores não foi diferente. A loja recebeu no mês de dezembro 480 mil acessos únicos e quase 16 mil pedidos, 45% a mais que o ano passado. Entre os itens mais procurados estão Rosas Importadas e Orquídeas, Kits de Natal, Panetones e Champanhe. O tíquete médio em dezembro foi de R$ 102,00. Clóvis Souza, diretor da Giuliana Flores afirma que a estratégia para sair na frente da concorrência e conquistar a preferência do e-consumidor foi facilitar sua vida ao máximo, oferecendo descontos e melhores condições de pagamento, e também uma maior opção de produtos, feitos especificamente para a data.