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15 Erros comuns em um E-commerce!

9 de outubro de 2009

Fonte (em inglês): Smashing Magazine

Realizar vendas online podem criar novos mercados para várias empresas. Ter uma loja que permanece aberta 24 horas por dia e 7 dias na semana, sem custos de callcenter, mailing, etc, e atingindo qualquer consumidor no mundo, pode ser um grande “boom” para o seu negócio. Mas ao desenhar um site de e-commerce, algumas coisas devem ser consideradas. Montar uma loja virtual não é tão simples quanto simplesmente implementar um software de carrinho de compras e inserir produtos em um banco de dados.

Existe uma infinidade de erros que os lojistas online cometem diariamente – e todos eles seriam evitáveis com um pouco de cuidado durante o planejamento. Se você tem uma loja online e está cometendo tais erros fique calmo, pois a maioria deles é facílima de se consertar. Evitando esses erros você irá melhorar a experiência dos seus clientes em sua loja e, conseqüentemente, realizar mais negócios.

Abaixo estão os 15 erros mais comuns que os sites de e-commerce cometem, e alguns conselhos de como consertá-los. Leve em consideração estes conselhos antes de iniciar um novo projeto de loja virtual e ao analisar seu e-commerce atual, tente seguir essas dicas.

1. Falta de informação detalhada dos produtos.

Quando você está em uma loja física, é possível tocar um item, senti-lo, observar por todos os ângulos e ler as informações da embalagem, antes de se decidir a comprar. A compra online não permite essa interação. Assim, as lojas virtuais devem fazer o máximo possível para que a experiência do comprador se assemelhe à de uma loja física.

Quantas vezes nós entramos em uma loja virtual e encontramos produtos com fracas descrições? Se um consumidor é forçado a imaginar sobre as especificações de um produto, ele provavelmente o procurará em outro lugar. E, ao menos que os preços do seu site sejam significativamente mais baixos que os de seus concorrentes, eles provavelmente comprarão o produto lá.

O que fazer sobre isso?

Forneça o máximo de informação possível. Tamanhos, materiais, peso, dimensões, e qualquer outra informação pertinente dependendo do produto. Por exemplo, em uma loja de roupas online você deve incluir informações sobre tecidos, tamanhos e cores disponíveis, uma tabela de tamanhos (geralmente linkada para múltiplos produtos), o peso do item, o corte e caimento do item, instruções de lavagem e comentários sobre a marca ou estilista. Usar termos descritivos simples ao invés de termos técnicos terá grande impacto no consumidor.

Exemplos de boas práticas:

Rapha CC Rain Jacket, 20 x 200, Patagonia

2. Esconder informações de contato.

Os consumidores se sentem seguros ao saber que estão negociando com uma empresa real quando fornecem os dados de seu cartão de crédito. Eles querem saber que se houver algum problema em sua compra, eles poderão falar com alguma pessoa e conseguir ajuda para o que precisam. Se seu site não apresenta nenhuma informação de contato, ou se esta é tão escondida que seus clientes não conseguem encontrá-la facilmente, eles provavelmente não irão confiar no seu site e não desejarão fazer negócios com você.

O que fazer sobre isso?

Coloque suas informações de contato (telefone, email) em um local fácil de encontrar e visualizar, em todas as páginas do seu site. O mais óbvio é colocar as informações no cabeçalho, no topo de sua barra lateral ou no rodapé. Providencie mais de uma forma de contato, se possível. Formulário de contato, endereço de e-mail, telefone e endereço para correspondência elevam o nível de confiança do consumidor que está em sua loja. Lembre-se, quanto mais caro ou mais técnico o produto que você vende, maior será a chance de o consumidor buscar estas informações de contato.

Exemplo de boas práticas:

Zappos

3. Um longo ou confuso processo de finalização de compra.

Este é um dos mais maiores erros que um e-commerce pode cometer. Você deve garantir a forma mais fácil possível para que seus clientes lhe repassem suas informações de cobrança e completem seus pedidos. Quanto mais passos você coloca entre o processo de incluir o produto no carrinho e pagar por ele, maiores são as oportunidades que você dá aos consumidores de desistir no meio da compra.

O processo ideal de finalização de compra em uma loja virtual inclui uma única página onde os consumidores checam seus pedidos e incluem suas informações de cobrança e entrega dos produtos, e uma página de confirmação antes que eles submetam o envio das informações. Qualquer coisa além disso é apenas um complicador para a finalização do processo de venda.

O que fazer sobre isso?

Siga o modelo ideal o máximo que puder. Se você tiver que incluir outras páginas, tente fazê-las simples e fáceis de serem preenchidas. Combine páginas e use layouts de duas colunas para determinadas seções (como colocar informações de cobrança e entrega próximas) para fazer as páginas parecerem menores.

Exemplo de boas práticas:

Teefury

4. Exigir cadastro no site antes de comprar.

Isso cai diretamente no item anterior. Se você pede a um usuário que se cadastre no site para poder comprar, é um obstáculo a mais que você coloca em seu caminho. O que é mais importante: vender ou saber informações do usuário? Lembre-se que a segunda opção pode significar perder vários clientes.

O que fazer sobre isso?

Há uma forma simples de consertar isso. Ao invés de pedir o registro do usuário antes da compra, ofereça a eles a opção de se cadastrar após o processo de finalização. Dê a eles a opção de guardar suas informações de cliente para facilitar futuras compras ou para acompanhar o status de seu pedido atual. Muitos consumidores optarão por fornecer seus dados e você não os estará afugentando antes que realizem o pedido.

Exemplo de boas práticas:

Ikea

5. Busca inadequada no site.

Se um consumidor sabe exatamente o que está procurando, muitos optarão por usar uma ferramenta de busca ao invés de navegar por categorias e subcategorias até achar o que procuram. Você deve se certificar que a busca do seu site funcione bem, e que preferencialmente tenha filtros que o usuário possa usar para refinar seus resultados.

Quantas vezes você procurou um produto em uma grande loja virtual e teve um retorno de centenas de resultados nada específicos? Enquanto a variedade de opções pode ser uma coisa boa, se metade desses resultados não se parecem em nada com o que você está procurando, isso é mais inconveniente que qualquer outra coisa. Incluir um filtro que permita aos usuários restringirem seus resultados por categoria ou item elimina o problema.

O que fazer sobre isso?

Certifique-se que o software de e-commerce que você usa tenha uma ferramenta de busca bem construída, ou procure plugins que ampliem sua funcionalidade. Idealmente uma ferramenta de busca deve permitir a busca por palavra chave e então refinar as buscas baseando-se nas categorias que seu site possui. Deixe os usuários definirem seus resultados baseados em critérios padrões (mais populares, maior e menor preço, itens novos, etc) bem como eliminar itens que não se aplicam àquela categoria.

Exemplo de boas práticas:

Design by Humans

6. Fracas opções de Serviços de Atendimento ao Consumidor.

É similar ao item “Esconder Informações de Contato” listado acima. Você deve facilitar a tarefa dos consumidores que querem entrar em contato com você se eles têm alguma dúvida técnica, pergunta sobre a compra ou se querem devolver um item. Oferecer um formulário de pedido de ajuda pode inspirar mais confiança que um simples endereço de e-mail.

O que fazer sobre isso?

Use um serviço de ticket para solicitações de consumidores, especialmente se você não possui um número de telefone disponível. Certifique-se de postar um FAQ que responda às dúvidas mais comuns dos usuários, como sua política de devoluções e o que precisam fazer para comprar apenas partes de produtos por exemplo.

Exemplo de boas práticas:

William- Sonoma, Ikea

7. Fotos de produtos muito pequenas.

Uma vez que os consumidores não podem manusear os produtos que você vende antes de fazer o pedido, você deve fazer o máximo possível para simular esta experiência. Fotos pequenas dos produtos que sua loja vende definitivamente não ajudam isso.

O que fazer sobre isso?

Você deve providenciar imagens grandes de seus produtos em suas páginas ou fornecer a opção de o usuário aumentá-las. Você deve permitir que os usuários estejam aptos a ver imagens tão amplas quanto possível em um monitor tradicional. Ampliações até 1024 x 768 pixels são um bom tamanho para se trabalhar.

Exemplo de boas práticas:

Behance Outfitter, Bridge 55, J. Crew

8. Ter somente uma imagem de produto.

Uma vez que seu produto é apresentado digitalmente, você deve providenciar múltiplas imagens de diferentes ângulos. Uma imagem em cada cor, da frente, costas, e lados, e até mesmo imagens de pequenos detalhes podem fazer um potencial consumidor querer comprar de você.

O que fazer sobre isso?

O mais simples: incluir mais imagens. Quatro ou cinco imagens de cada produto são ideais, oferecendo visualizações suficientes para permitir que o consumidor se senta confortável em saber exatamente o que está comprando.

Exemplo de boas práticas:

Design by Humans, Free People, Moo

9. Design pobre no carrinho de compras.

Seu carrinho de compras é uma parte muito importante de sua loja virtual. Ele precisa permitir que os usuários adicionem ou eliminem produtos, revisem suas quantidades e outras opções sobre aqueles produtos, etc, sendo sempre transparente. Não é exatamente a coisa mais fácil a se fazer, correto?

O que fazer sobre isso?

Certifique-se de que o seu carrinho permite ao usuário adicionar um item e então retornar à última página onde ele estava. Melhor ainda: permita ao usuário adicionar um item ao carrinho sem que ele saia da página onde se encontra (usando um “mini carrinho”). Deixe seus consumidores editar as quantidades e itens em um carrinho e remover produtos. E deixe-os prever os custos de frete antes de iniciar o processo de finalização.

Exemplo de boas práticas:

Pottery Barn, Crate & Barrel, Threadless

10. Poucas opções de pagamento.

Existem diversos sites que permitem a compra apenas com cartões de bandeira Visa ou Mastercard, ou com uma conta de PayPal. Não há mais razão para isso. E se seu comprador possui um AmEx e não tem ou não quer uma conta do PayPal? E a pessoa que não tem um cartão de crédito e quer fazer o pagamento através de débito em conta? Forneça a maior variedade de formas de pagamento possíveis para ampliar seu número de consumidores.

O que fazer sobre isso?

Utilize um serviço de pagamento que permita aos consumidores pagarem com cada um dos maiores cartões de crédito, e preferencialmente com cheque eletrônico ou boleto bancário. Adicionar também a opção de PayPal (Pagseguro) aumentando as escolhas que seus consumidores terão, deixando-os mais seguros de comprar com você. Considere que diferentes consumidores possuem preferências diferentes quanto às formas de pagamento.

Exemplo de boas práticas:

BlueFly, Etsy

11. Não incluir produtos relacionados.

Você provavelmente já notou que ao ir a uma loja física os produtos similares são agrupados juntos. Eles colocam à mostra um display de pilhas em uma seção de equipamentos eletrônicos ou incluem capinhas próximos aos aparelhos celulares. O mesmo conceito pode ser aplicado a seu website, e isso pode aumentar consideravelmente seu volume de vendas.

O que fazer sobre isso?

Use uma plataforma de e-commerce que permita incluir produtos relacionados nas páginas de descrição dos produtos. Uma plataforma que permita a manutenção manual desses produtos pode ser uma grande vantagem, desde que você consiga ver as relações que o software não consegue (como coordenar peças de roupa para criar um estilo).

Exemplo de boas práticas:

Saks, Free People, J. Crew

12. Navegação confusa.

Tentar encontrar um produto em um site com navegação confusa não é nada fácil. Uma loja virtual que não usa categorias ou separa seções para facilitar a localização de um tipo específico de produto, complica muito a navegação do usuário. O mesmo acontece com sites que possuem categorias sem produtos ou somente com um ou dois itens. Por que então criar uma categoria?

O que fazer sobre isso?

Pense cuidadosamente em suas categorias e elementos de navegação antes de colocar produtos em seu catálogo. Certifique-se de que cada categoria tem ao menos alguns produtos nela, ou agrupe categorias menores em uma só (ou as inclua em categorias maiores e similares). Facilite que o consumidor navegue por diferentes categorias, chegue em seus carrinhos de compras e movimente-se livremente por seu site.

Exemplo de boas práticas:

Instabox, Williams-Somona, Ikea

13. Não incluir gastos de frete.

Não há um bom motivo para não incluir cálculos de frete precisos em sua loja. Eu abandonei diversas compras em inúmeras ocasiões por receber a seguinte mensagem “Enviaremos um e-mail com os cálculos de frete para sua aprovação antes de processar seu pedido”. Quando compramos online, queremos poder completar nossos pedidos de uma só vez, sem precisar esperar um e-mail para decidir onde os custos de entrega são mais altos. Inclua obrigatoriamente as informações de frete em seu site, não importa como.

O que fazer sobre isso?

A maioria das grandes companhias americanas de logística oferece calculadoras de frete em seus websites. Existem também plugins e widgets que mostram cálculos de frete em seu site disponíveis para a grande maioria dos sistemas de carrinho de compra. Escolha o que melhor se adéqua a sua tecnologia e o use. Se não puder usar algum por alguma razão, então use uma base de cálculo de frete que seja grande o suficiente para cobrir qualquer tipo de entrega. Para itens particularmente grandes ou pesados, você sempre pode incluir uma taxa extra no preço (deixe claro que esta taxa está inclusa no valor).

Exemplo de boas práticas:

BlueFly, Zappos

14. Não incluir políticas da loja.

Antes de os consumidores comprarem de você, eles gostarão de saber quais são suas políticas de entrega, devolução e outras regras do site. E não há razão para não disponibilizar estas informações em um FAQ ou em outra seção do seu site. Deixando as políticas da sua loja claras, você pode se resguardar de uma série de dores de cabeça com consumidores insatisfeitos.

O que fazer sobre isso?

Use um FAQ ou política da loja em seu site para dizer exatamente quais são suas regras para as diferentes interações dos clientes. Isto pode poupá-lo de uma tonelada de problemas.

Exemplo de boas práticas:

Pure and Little, BlueFly, Etsy

15. Não focar nos produtos.

O objetivo de um site de e-commerce é vender os produtos apresentados (ou, ao menos, é o que deveria ser). Se seu site põe mais destaque no design ou em itens irrelevantes, isso não ajuda o objetivo principal. Certifique-se de que seu site prioriza os produtos em primeiro lugar, e o resto em segundo plano.

O que fazer sobre isso?

Pense em como os produtos são mostrados em lojas físicas. Enquanto uma vitrine pode mostrar mais que apenas produtos à venda, elas contribuem para enfatizar o produto em um ambiente. Faça o mesmo em seu site. Certifique-se que cada elemento de design está fazendo o possível para ambientar o seu produto da melhor forma possível.

Exemplo de boas práticas:

Studio Bonsai, Patagonia, Pottery Barn

Por hoje é isso! Até a próxima!

Vendas pela internet crescem 27% no primeiro semestre de 2009 segundo pesquisa do E-Bit.

19 de agosto de 2009

O comércio eletrônico brasileiro atingiu faturamento de R$ 4,8 bilhões no primeiro semestre deste ano segundo pesquisa da consultoria e-bit divulgada ontem (18/08). O valor representa uma alta de 27% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o setor faturou R$ 3,8 bilhões,

De acordo com a consultoria a principal diferença do primeiro semestre deste ano para o igual período de 2008 está no valor médio das compras, que subiu 5%, para R$ 323,00. A consultoria afirma que esse fato ocorreu porque os consumidores on-line começaram a adquirir produtos de maior valor, como eletrodomésticos (por causa da redução do Imposto sobre Produto Industrializado – IPI), e produtos de informática.

Os dados divulgados mostram ainda que 15,2 milhões de consumidores brasileiros já fizeram ao menos uma compra pela internet, com crescimento de 32% em relação ao ano passado. Os números não consideram as vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais. Até o final deste ano, a projeção da e-bit é que 17 milhões de pessoas tenham adquirido pelo menos um produto pela internet.

Entre os motivos do aumento no faturamento do e-commerce nacional estão a entrada de duas empresas no comércio eletrônico recentemente: o Wal-Mart, em outubro de 2008, e a Casas Bahia, em fevereiro deste ano.

Em relação aos produtos mais vendidos, os livros, revistas e jornais continuam liderando as vendas virtuais, seguidos de produtos de saúde e beleza, e informática. A linha branca (eletrodomésticos) ficou com a quarta posição no ranking, com participação de 9% no faturamento (eram 6% no primeiro semestre do ano passado).

O relatório revela que a participação das grandes empresas no market-share do varejo virtual caiu 5,5 pontos percentuais, ao passo que as pequenas e médias empresas cresceram 1,6 ponto percentual. Segundo o estudo, uma das razões dessa descentralização são as informações disponíveis de lojas e produtos em sites de busca e comparação de preços que tornam a informação mais acessível ao internauta.

Complementando as informações analisei no Alexa (o Ibope da Internet) os dados dos 100 sites mais acessados do Brasil e percebi que algumas coisas parecem que realmente estão mudando.

A Americanas.com aparece na 26ª posição entre os sites mais acessados do Brasil mas seu tráfego dos últimos 3 meses apresenta queda tanto na visão por visitas (-4,4%) quanto na visão por Page-views (-7,7%).

O Submarino é o 29º site mais acessado do Brasil e seu tráfego nos últimos 3 meses apresentou crescimento de visitas (+6,1%) e de Page-views (+11,9%).

Na 87ª posição aparece o site da Livraria Saraiva. Nos 3 últimos meses a Saraiva apresentou queda de 17% no número de visitas e de 13,4% no número de Page-views.

Posição de destaque merece a NetShoes. A loja virtual de artigos esportivos teve crescimento nos últimos 3 meses de 19,5% nas visitas e de 24,5% nos page-views. Ótimos números e reflexo das fortes campanhas de mídia online e offline que a loja vem fazendo.

Alguns outros sites importantes relacionados a e-commerce: Casas Bahia (124ª posição dentre os mais acessados do Brasil e 25,6% de crescimento no número de visitas), Wal-Mart (169ª posição e 33,6% de crescimento no número de visitas). Precisamos lembrar que esses sites/lojas foram “relançados” há pouco tempo com foco de vendas e assim provavelmente muito em breve estarão entre os “Top 50”. Qual será o maior? Difícil prever. Façam suas apostas.

Busca Paga (SEM) ou Busca Natural (SEO) – O que vale mais a pena?

14 de agosto de 2009

Foi divulgado ontem pela Engine Ready - empresa americana de consultoria em webmarketing –um estudo muito interessante sobre busca natural e busca paga. Para quem não conhece os termos, busca natural é quando seu site aparece nas 1as posições de mecanismos de busca (ex: Google) sem sua empresa ter que pagar nada por isso. Busca paga é quando sua empresa anuncia nos mecanismos de busca (via Google AdWords por exemplo) e aparece nas 1as posições (os chamados links patrocinados).

O estudo foi baseado na análise de 20,8 milhões de visitas e 108 milhões de page-views feitos a 26 grandes sites de e-commerce norte americanos, no período de 1 de julho de 2008 a 30 de junho de 2009.

Segundo o estudo, visitantes que chegam a uma loja virtual a partir de buscas pagas têm 50% mais chances de efetuar uma compra do que os que chegam via busca natural. A taxa de conversão da busca paga no período do estudo foi de 2,03% versus 1,26% da busca grátis. Segundo a empresa isso pode ser reflexo da busca paga utilizar termos mais específicos e direcionados a vendas, enquanto a busca gratis acaba atingindo todo tipo de internauta, inclusive aqueles que chegaram ao site “por engano”.

Outro dado muito interessante é que a taxa de conversão de quem chegou ao site digitando a URL diretamente ou via algum bookmark foi de 7,38%. Não é de se estranhar esse dado afinal quem vai diretamente a loja já sabe que lá vai encontrar o que precisa. Consumidores que chegaram a partir de outros sites de referência ou via e-mail tiveram taxa de conversão de 6,58%. A conversão geral  foi de 3,6%.

O estudo também descobriu que:

  • Os visitantes oriundos de busca paga compram mais. O ticket médio destes foi $117.06 versus $109.27 dos que vieram via sites de referência, $106.64 dos que vieram via busca grátis e $95.29 dos que vieram via bookmark ou entraram direto no site.
  • O ticket médio geral no estudo foi de $104.21, 31.7% menor que o estudo anterior feito pela empresa, entre 2005 e 2007. A crise mundial foi eleita como a grande vilã dessa queda.
  • O tempo médio de visita cresceu 5.8% do estudo anterior para esse. Os internautas que entram diretamente no site são os que mais navegam com 5 min e 8 seg na média.
  • A media de páginas visitadas foi de 5,2 por visita, crescimento de 15.6% em relação ao estudo anterior. Mais uma vez os que entram direto no site se destacam com média de 6,2 páginas por visita.
  • O tempo médio de navegação por página caiu 9%, ficando em 53 seg. Isso pode ser um sinal de que as lojas estão se desenvolvendo e a informação está sendo passada com mais clareza e mais diretamente. Os visitantes oriundos da busca paga são os que mais tempo ficam nas páginas, com média de 66 seg.
  • 43.9% dos visitantes sai da loja após ver apenas 1 página. A busca natural é a que gera o maior índice de rejeição com 48,5% saindo sem navegar na loja. O acesso direto apresentou o melhor índice com 39.2%.
  • Os acessos diretos ficaram com o maior share de origem de acessos. Em cada 100 acessos, 40 foram direto via url, 28 foram via sites de referência, 20 via busca paga e 12 via busca natural.

Em resumo, os dados são muito interessantes para quem trabalha com e-commerce. Apesar dos dados serem do mercado americano não acho que no mercado brasileiro haja muita mudança. Conhecer o comportamento de compra, direcionar esforços e recursos, são lições básicas de qualquer negócio, seja online ou não.

A única dúvida que fica é quanto uma origem de tráfego “rouba” de share de outra. Se a loja não fizesse busca paga, como as outras origem se comportariam? Como o consumidor se comportaria? E se não aparecesse bem rankeada na busca grátis, o que ocorreria?

Bom, fica aí uma dica para o próximo estudo.

Como perder dinheiro com sua loja virtual!

2 de agosto de 2009
Estou envolvido nas últimas semanas em um projeto de desenvolvimento de uma loja virtual. Em breve darei mais detalhes. Esse projeto está fazendo com que a equipe envolvida pesquise muite sobre alguns temas na internet e acabamos achando coisas bizarras. Vejam essa loja virtual que atua como PetShop que meu amigo Maurício achou:
 
 
siteportopet

 

Sei que a imagem não está muito boa. Aqui um zoom da parte destacada:

snapportopet

 

Vou transcrever o texto aqui: “De acordo com as regras dos correios pedidos acima de 30kgs não serão finalizados. Por favor retire alguns ítens do carrinho”.

 Vcs viram o que a loja diz? Em outras palavras: Não compre muito conosco pois o correio não deixa!

Que é isso né? Gasta-se dinheiro para fazer a loja, para divulgá-la, para atrair clientes e quando este entra e resolve fazer sua “compra do mês” a loja não deixa? É verdade que os Correios só entregam até 30 kgs mas qual a dificuldade em se fazer um acordo com uma empresa de transportes ou logística para entregas acima de 30kgs?

Agora vamos analisar enquanto negócio. Existe um custo para se manter a loja. Cada cliente que entra nela, há um custo. Se este cliente faz uma compra este custo “come” x% da margem. Como a loja não permite compras grandes, esse % sobre a venda será sempre alto. E a margem sempre baixa, ou negativa. E o dinheiro vai pelo ralo.

Em resumo, se for para atuar dessa forma é melhor tirar a loja do ar…