Arquivo da Categoria ‘Marketing de Busca (Search Engine Marketing)’ .

Google recebe 71% das buscas nos EUA em Setembro de 2009.

16 de outubro de 2009

Pesquisa da Consultoria americana Experian Hitwise mostra que no mês de setembro de 2009 o Google recebeu 71.08 % de todas as pesquisas feitas em mecanismos de buscas nos EUA. Yahoo! Search, Bing e Ask.com receberam 16.38%, 8.96% e 2.56 %, respectivamente. Os demais 52 mecanismos de buscas avaliados na análise somaram apenas 1.04% das buscas.

O resultado mostra que o Bing realmente está perdendo força e que seu crescimento inicial talvez tenha sido apenas euforia do mercado (fato esse já mostrado por outros estudos semelhantes). O buscador da Microsoft ainda deixa a desejar em relação a resultados e relevância e vê cada dia mais o Google se distanciar na liderança do mercado.

Percentual de Buscas por Buscados – EUA

Dominio

Agosto 2009

Setembro 2009

Variação em relação ao mês anterior

www.google.com

70.24%

71.08%

1%

search.yahoo.com

16.96%

16.38%

-3%

www.bing.com

9.48%

8.96%

-5%

www.ask.com

2.37%

2.56%

8%

Bing perde participação de mercado em setembro

5 de outubro de 2009

A participação da Microsoft no mercado de buscas na Internet caiu em setembro nos Estados Unidos, segundo relatório da empresa de análise StatCounter. É a primeira queda registrada desde que a empresa de softwares mais conhecida do mundo lançou a versão renovada de seu site de buscas – o Bing – concorrente do Google, há quatro meses. Segundo o relatório a participação de mercado do Bing diminuiu mais de 1 por cento em setembro.

O Bing, que conta com uma campanha agressiva de marketing por parte da Microsoft, obteve 8,51% do mercado norte-americano de buscas em setembro, contra 9,64% em agosto.

Já a participação de mercado do Google aumentou para 80,08 por cento em setembro, ante 77,83 por cento em agosto. O crescimento de mais de 2 p.p. mostra que não foi apenas do Bing que o Google roubou mercado, mas também dos outros buscadores como o Yahoo! por exemplo. A participação de mercado do Yahoo variou de 10,5 por cento para 9,4 por cento, de acordo com a StatCounter.

Foi a primeira queda na participação do Bing desde que o site foi lançado em junho deste ano. No começo do mês, outro estudo, da comScore, mostrou que a fatia do Bing no mercado de buscas norte-americano havia aumentado para 9,3% em agosto, contra os 8,9% por cento medido em julho.

Eu particularmente tenho usado o Bing de vez em quando para ver sua eficiência. O que me parece é que a ferramenta ainda não está no mesmo nível do Google. Além do número bem menor de páginas indexadas, os principais resultados para algumas pesquisas que fiz não me pareceram tão relevantes quanto os mostrados pelo Google. E isso faz toda a diferença.

Google AdWords – Os grandes também erram. (2)

9 de setembro de 2009

Em meu último post (Google AdWords – Os grandes também erram) mostrei os problemas de uma campanha de marketing de busca de uma grande empresa feita por uma agência não especialista no assunto.

O exemplo de hoje é ainda pior. Mostra o descaso que muitas vezes as grandes agências têm para com a mídia online.

Busquei ontem no Google o termo “Vivo Empresas”. Queria saber um pouco mais sobre os planos corporativos de celular da Vivo. A busca me retornou a seguinte tela:

Google-Busca-VivoEmpresas

Reparem no link patrocinado da própria Vivo que aparece em destaque acima dos resultados da busca natural:

Detalhe-Busca-VivoEmpresas

No título do anúncio aparece escrito: “A Vivo vela e pena”. Fiquei um bom tempo tentando entender do que se tratava o título. Cliquei no anúncio, fui para a página da operadora, voltei, procurei o nome dos planos, busquei até mesmo algo sobre eventuais patrocínios da Vivo a eventos esportivos (vela, iatismo) e nada. O que seria aquele tal “vela e pena”? Foi quando tive a brilhante idéia de fazer uma nova busca e apareceu um novo anúncio da mesma Vivo com o título: “A Vivo vale a pena”. Tudo esclarecido. O 1º anúncio está com um erro gritante de grafia (o certo é “vale a pena” e não “vela e pena”). Esse erro compromete não só a campanha mas também a imagem da empresa – um anúncio escrito “A Vivo vela e pena” lhe passa alguma credibilidade?

Esse é mais um exemplo de muitas vezes as grandes agências ( e seus clientes) não dão a devida importância para algumas ferramentas de mídia online e em especial o marketing de busca. Ou você acha que se fosse uma peça impressa em um jornal de grande circulação o anúncio seria aprovado dessa forma (aprovado tanto pelos revisores quanto pelo departamento de marketing do cliente)? Mídia online é mídia da mesma forma e precisa passar pelas mesmas revisões que uma peça de mídia offline passa. Não adianta achar que o que importa é apenas aparecer na web. É fundamental saber como aparecer, onde aparecer e para quem aparecer.

Enquanto isso posso apostar que o cliente acredita que está tendo uma ótima campanha, com presença em diversos tipos de mídia online e offline. Mal sabe este cliente (assim como ocorre com vários outros) que a parte da verba publicitária destinada a mídia online está indo embora sem que o potencial retorno seja atingido e ninguém parece estar preocupado com isso.

Google AdWords – Os grandes também erram.

8 de setembro de 2009

Nesse feriado estive estudando a concorrência em AdWords para o mercado de segurança (eletrônica, patrimonial) a pedido de um cliente meu.  Analisei alguns players, alguns anúncios e seus respectivos websites de destino. Em uma das buscas um anúncio em particular me chamou a atenção. Ao buscar a palavra “seguranca” (dessa forma, sem cedilha e sozinha como a maioria dos internautas digita) no Google, apareceram alguns links patrocinados como é possível ver na figura abaixo. O anúncio da Bosch foi o que captou minha atenção.

Busca_Seguranca_Bosch

Achei o anúncio com um texto apropriado e, queira ou não, uma marca reconhecida mundialmente se destaca aos olhos do Internauta. Com certeza o anúncio deve ter uma boa taxa de cliques e deve consumir uma verba razoável diariamente. Até aqui tudo bem. O problema começa ao se clicar no anúncio.

O clique me levou para a página abaixo:

Site_Bosch

Perceberam algo? Se trata de uma página inicial do site da empresa onde vemos todos os produtos juntos, de sistemas de segurança a ferramentas de íons de lítio. Esse é um erro básico de AdWords. Se seu anúncio está sendo ativado para quem procura por “segurança”, que adianta jogá-lo em uma página onde aparecem todos os produtos? O que interessa a quem procura por “segurança” saber que a Bosch é pioneira no desenvolvimento das tais ferramentas de íons de lítio?

Essa é o que eu chamo de falha na “estrutura da campanha”. Ao criar esta campanha a agência responsável não se preocupou com o “pós-clique” e sim apenas com o clique. Esqueceu que uma campanha de AdWords não acaba simplesmente quando o internauta clica no anúncio e chega no website da empresa. O “pós-clique” é até mais importante que o clique e se não for bem trabalhado transforma uma campanha com potencial de sucesso em mais uma forma de desperdício de recursos publicitários. A situação fica ainda pior ao se descobrir que a própria Bosch tem um site específico para o segmento de segurança e bastaria jogar o clique nesse site que o problema seria resolvido.

Com a campanha estruturada dessa forma posso afirmar que o retorno que a campanha está gerando para esta palavra/segmento está muito aquém de seu real potencial. Ao se desenvolver uma campanha de marketing de busca, utilizando principalmente o AdWords, é fundamental contratar um profissional ou agência que seja especialista no assunto. Um erro simples ou até mesmo bobo como esse consome verba publicitária e não devolve o retorno esperado. O problema é que nem sempre as grandes empresas percebem isso pois geralemente delegam suas campanhas online às mesmas agências que fazem suas campanhas offline e estas, que não são especialistas no assunto, tratam o marketing de busca apenas como uma outra forma qualquer de mídia online. O mais prejudicado é o anunciante, que entende ainda menos do assunto, e acredita estar tendo uma ótima exposição online.

Mercado de Buscas gera mais de 100 Bilhões de consultas / mês. Google lidera com folga.

1 de setembro de 2009

Estudo divulgado ontem (31/08) pela comScore, consultoria norte americana de marketing digital, mostrou que mais de 113 bilhões de buscas foram feitas na Internet em Julho/09. O número representa um percentual 41% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Os sites do Google continuam dominando o Mercado com 76,7 bilhões de buscas ou 67,5% de market share. Os sites Yahoo! mantiveram a 2a posição com 8,9 bilhões de buscas (7,8% de share). Na 3ª posição um buscador pouco conhecido de nós brasileiros – o Baidu. O Baidu, com mais de 8 bilhões de buscas e 7,0% de share, é o principal buscador na China onde possui share maior que Google e Yahoo!. A curiosidade é que devido a política chinesa de censura, o robô de busca da Baidu filtra material “controverso” dos seus resultados de pesquisa. Dentre os “top tem”, o buscador que apresentou maior índice de crescimento comparando julho/08 e julho/09 foi o russo Yandex (+ 94%).

Mercado Mundial de Buscas
Julho 2009 vs Julho 2008
Fonte: comScore
Buscas (MM)
Jul 2008 Jul 2009

Variação %

Total Internet 80,554 113,685 41%
Sites Google 48,666 76,684 58%
Sites Yahoo! 8,689 8,898 2%
Baidu.com 7,413 7,976 8%
Sites Microsoft 2,349 3,317 41%
eBay 1,223 1,723 41%
NHN Corporation 1,243 1,526 23%
Ask Network 929 1,291 39%
Yandex 663 1,290 94%
AOL LLC 1,148 1,023 -11%
Facebook.com 743 879 18%

Em relação à distribuição geográfica das buscas a Europa obteve o maior volume de buscas no período, seguido pela Ásia e América do Norte. A América Latina, apesar de aparecer na 4ª posição no volume total de buscas, aparece como a região com o maior número de buscas por internautas. Boa notícia para nós brasileiros que trabalhamos na área.

Mercado Mundial de Buscas
Julho 2009Fonte: comScore
Buscas (MM) % de Buscas Buscas por Internauta
Mundo 113,685 100.0% 103.3
Europa 36,446 32.1% 116.9
Ásia 35,001 30.8% 84.7
América do Norte 25,095 22.1% 110.6
América Latina 10,524 9.3% 130.4
Oriente Médio / África 6,619 5.8% 97.3