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Vendas pela internet crescem 27% no primeiro semestre de 2009 segundo pesquisa do E-Bit.

19 de agosto de 2009

O comércio eletrônico brasileiro atingiu faturamento de R$ 4,8 bilhões no primeiro semestre deste ano segundo pesquisa da consultoria e-bit divulgada ontem (18/08). O valor representa uma alta de 27% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o setor faturou R$ 3,8 bilhões,

De acordo com a consultoria a principal diferença do primeiro semestre deste ano para o igual período de 2008 está no valor médio das compras, que subiu 5%, para R$ 323,00. A consultoria afirma que esse fato ocorreu porque os consumidores on-line começaram a adquirir produtos de maior valor, como eletrodomésticos (por causa da redução do Imposto sobre Produto Industrializado – IPI), e produtos de informática.

Os dados divulgados mostram ainda que 15,2 milhões de consumidores brasileiros já fizeram ao menos uma compra pela internet, com crescimento de 32% em relação ao ano passado. Os números não consideram as vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais. Até o final deste ano, a projeção da e-bit é que 17 milhões de pessoas tenham adquirido pelo menos um produto pela internet.

Entre os motivos do aumento no faturamento do e-commerce nacional estão a entrada de duas empresas no comércio eletrônico recentemente: o Wal-Mart, em outubro de 2008, e a Casas Bahia, em fevereiro deste ano.

Em relação aos produtos mais vendidos, os livros, revistas e jornais continuam liderando as vendas virtuais, seguidos de produtos de saúde e beleza, e informática. A linha branca (eletrodomésticos) ficou com a quarta posição no ranking, com participação de 9% no faturamento (eram 6% no primeiro semestre do ano passado).

O relatório revela que a participação das grandes empresas no market-share do varejo virtual caiu 5,5 pontos percentuais, ao passo que as pequenas e médias empresas cresceram 1,6 ponto percentual. Segundo o estudo, uma das razões dessa descentralização são as informações disponíveis de lojas e produtos em sites de busca e comparação de preços que tornam a informação mais acessível ao internauta.

Complementando as informações analisei no Alexa (o Ibope da Internet) os dados dos 100 sites mais acessados do Brasil e percebi que algumas coisas parecem que realmente estão mudando.

A Americanas.com aparece na 26ª posição entre os sites mais acessados do Brasil mas seu tráfego dos últimos 3 meses apresenta queda tanto na visão por visitas (-4,4%) quanto na visão por Page-views (-7,7%).

O Submarino é o 29º site mais acessado do Brasil e seu tráfego nos últimos 3 meses apresentou crescimento de visitas (+6,1%) e de Page-views (+11,9%).

Na 87ª posição aparece o site da Livraria Saraiva. Nos 3 últimos meses a Saraiva apresentou queda de 17% no número de visitas e de 13,4% no número de Page-views.

Posição de destaque merece a NetShoes. A loja virtual de artigos esportivos teve crescimento nos últimos 3 meses de 19,5% nas visitas e de 24,5% nos page-views. Ótimos números e reflexo das fortes campanhas de mídia online e offline que a loja vem fazendo.

Alguns outros sites importantes relacionados a e-commerce: Casas Bahia (124ª posição dentre os mais acessados do Brasil e 25,6% de crescimento no número de visitas), Wal-Mart (169ª posição e 33,6% de crescimento no número de visitas). Precisamos lembrar que esses sites/lojas foram “relançados” há pouco tempo com foco de vendas e assim provavelmente muito em breve estarão entre os “Top 50”. Qual será o maior? Difícil prever. Façam suas apostas.

Busca Paga (SEM) ou Busca Natural (SEO) – O que vale mais a pena?

14 de agosto de 2009

Foi divulgado ontem pela Engine Ready - empresa americana de consultoria em webmarketing –um estudo muito interessante sobre busca natural e busca paga. Para quem não conhece os termos, busca natural é quando seu site aparece nas 1as posições de mecanismos de busca (ex: Google) sem sua empresa ter que pagar nada por isso. Busca paga é quando sua empresa anuncia nos mecanismos de busca (via Google AdWords por exemplo) e aparece nas 1as posições (os chamados links patrocinados).

O estudo foi baseado na análise de 20,8 milhões de visitas e 108 milhões de page-views feitos a 26 grandes sites de e-commerce norte americanos, no período de 1 de julho de 2008 a 30 de junho de 2009.

Segundo o estudo, visitantes que chegam a uma loja virtual a partir de buscas pagas têm 50% mais chances de efetuar uma compra do que os que chegam via busca natural. A taxa de conversão da busca paga no período do estudo foi de 2,03% versus 1,26% da busca grátis. Segundo a empresa isso pode ser reflexo da busca paga utilizar termos mais específicos e direcionados a vendas, enquanto a busca gratis acaba atingindo todo tipo de internauta, inclusive aqueles que chegaram ao site “por engano”.

Outro dado muito interessante é que a taxa de conversão de quem chegou ao site digitando a URL diretamente ou via algum bookmark foi de 7,38%. Não é de se estranhar esse dado afinal quem vai diretamente a loja já sabe que lá vai encontrar o que precisa. Consumidores que chegaram a partir de outros sites de referência ou via e-mail tiveram taxa de conversão de 6,58%. A conversão geral  foi de 3,6%.

O estudo também descobriu que:

  • Os visitantes oriundos de busca paga compram mais. O ticket médio destes foi $117.06 versus $109.27 dos que vieram via sites de referência, $106.64 dos que vieram via busca grátis e $95.29 dos que vieram via bookmark ou entraram direto no site.
  • O ticket médio geral no estudo foi de $104.21, 31.7% menor que o estudo anterior feito pela empresa, entre 2005 e 2007. A crise mundial foi eleita como a grande vilã dessa queda.
  • O tempo médio de visita cresceu 5.8% do estudo anterior para esse. Os internautas que entram diretamente no site são os que mais navegam com 5 min e 8 seg na média.
  • A media de páginas visitadas foi de 5,2 por visita, crescimento de 15.6% em relação ao estudo anterior. Mais uma vez os que entram direto no site se destacam com média de 6,2 páginas por visita.
  • O tempo médio de navegação por página caiu 9%, ficando em 53 seg. Isso pode ser um sinal de que as lojas estão se desenvolvendo e a informação está sendo passada com mais clareza e mais diretamente. Os visitantes oriundos da busca paga são os que mais tempo ficam nas páginas, com média de 66 seg.
  • 43.9% dos visitantes sai da loja após ver apenas 1 página. A busca natural é a que gera o maior índice de rejeição com 48,5% saindo sem navegar na loja. O acesso direto apresentou o melhor índice com 39.2%.
  • Os acessos diretos ficaram com o maior share de origem de acessos. Em cada 100 acessos, 40 foram direto via url, 28 foram via sites de referência, 20 via busca paga e 12 via busca natural.

Em resumo, os dados são muito interessantes para quem trabalha com e-commerce. Apesar dos dados serem do mercado americano não acho que no mercado brasileiro haja muita mudança. Conhecer o comportamento de compra, direcionar esforços e recursos, são lições básicas de qualquer negócio, seja online ou não.

A única dúvida que fica é quanto uma origem de tráfego “rouba” de share de outra. Se a loja não fizesse busca paga, como as outras origem se comportariam? Como o consumidor se comportaria? E se não aparecesse bem rankeada na busca grátis, o que ocorreria?

Bom, fica aí uma dica para o próximo estudo.

General Motors e eBay se unem para testar venda de carros pela internet

11 de agosto de 2009

Ontem foi divulgado que a montadora americana General Motors e empresa de leilões online eBay (o mercado livre dos americanos) lançaram um programa de testes na Califórnia que permitirá que clientes negociem com as concessionárias e comprem automóveis pela internet. O site para a compra de veículos – gm.ebay.com ou chevy.ebay.com – é uma revolução na forma de se vender automóveis 0Km nos Estados Unidos e inicia suas operações hoje (11/08). Abaixo a tela de entrada do site:

gmebay1

 

O site de vendas não irá concorrer com as concessionárias da marca, muito pelo contrário. Mais de 225 concessionárias da GM na Califórnia participam do programa, que funcionará em caráter experimental até 8 de setembro. Os carros vendidos durante o período serão retirados nas próprias concessionárias.

Caso o projeto tenha sucesso, a GM disse que pretende expandir seu programa para o resto dos Estados Unidos, conquistando novos clientes e recuperando parte do mercado perdido na crise pela qual a empresa atravessa. A internet irá permitir que os consumidores comparem preços de diferentes modelos nos sites das concessionárias participantes, além de negociar preços, financiamentos e o pagamento. Os consumidores poderão pagar o preço anunciado ou dizer o valor que estão dispostos a pagar, podendo negociar com o vendedor do veículo. Mais de 20 mil veículos Chevrolet, Buick, GMC e Pontiac serão inicialmente oferecidos na internet.

Naveguei no site e o achei bem amigável, bem direto e com boa usabilidade. Deixando a parte técnica de lado me parece que as ofertas que estão sendo feitas são bam vantajosas. Os descontos começam em 10% mas o usuário pode dar o lance que desejar.

gmebay2

Trata-se de uma iniciativa muito interessante e que pode quebrar paradigmas no mundo do e-commerce. Acredita-se que o e-commerce só tenha sucessos para produtos como DVDs, Livros, etc, mas produtos de alto valor agregado também podem ter sucesso. Acredito que automóveis em particular, sejam um dos produtos de alto valor mais fáceis de usar a internet como ferramenta de vendas. Um comprador de automóvel sabe o que quer, conhece os modelos, os acessórios, etc. Se duas concessionárias possuem o mesmo veículo, com os mesmos opcionais e a mesma cor, a decisão é totalmente racional, ou seja, preço e forma de pagamento. Com a Internet ajudando esta decisão racional, o consumidor só tem a ganhar.

Resta aguardar os resultados e, dando certo, esperar que uma ação semelhante seja feita no Brasil. 

Como perder dinheiro com sua loja virtual!

2 de agosto de 2009
Estou envolvido nas últimas semanas em um projeto de desenvolvimento de uma loja virtual. Em breve darei mais detalhes. Esse projeto está fazendo com que a equipe envolvida pesquise muite sobre alguns temas na internet e acabamos achando coisas bizarras. Vejam essa loja virtual que atua como PetShop que meu amigo Maurício achou:
 
 
siteportopet

 

Sei que a imagem não está muito boa. Aqui um zoom da parte destacada:

snapportopet

 

Vou transcrever o texto aqui: “De acordo com as regras dos correios pedidos acima de 30kgs não serão finalizados. Por favor retire alguns ítens do carrinho”.

 Vcs viram o que a loja diz? Em outras palavras: Não compre muito conosco pois o correio não deixa!

Que é isso né? Gasta-se dinheiro para fazer a loja, para divulgá-la, para atrair clientes e quando este entra e resolve fazer sua “compra do mês” a loja não deixa? É verdade que os Correios só entregam até 30 kgs mas qual a dificuldade em se fazer um acordo com uma empresa de transportes ou logística para entregas acima de 30kgs?

Agora vamos analisar enquanto negócio. Existe um custo para se manter a loja. Cada cliente que entra nela, há um custo. Se este cliente faz uma compra este custo “come” x% da margem. Como a loja não permite compras grandes, esse % sobre a venda será sempre alto. E a margem sempre baixa, ou negativa. E o dinheiro vai pelo ralo.

Em resumo, se for para atuar dessa forma é melhor tirar a loja do ar…