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Bing continua crescendo no mercado norte-americano

20 de agosto de 2009

Se você não é muito familiarizado com o mundo da Internet talvez nunca tenha ouvido falar no Bing. Mas pode ter certeza que ainda vai ouvir falar muito. O Bing é a ferramenta de buscas da Microsoft, lançado no começo de junho, que vem crescendo mês a mês no mercado americano.

 

Home-Bing

 

Segundo dados recentes da consultoria americana comScore, a ferramenta da Microsoft obteve 8,9% das buscas feitas na internet nos Estados Unidos, em julho, desempenho 0,5% melhor que em junho. O líder Google e o Yahoo!, segundo e terceiro colocado respectivamente no segmento, perderam 0,3%, para 64,7% e 19,3%. Os americanos efetuaram mais de 13,5 bilhões de pesquisas em mecanismos de buscas no mês de julho.

 

Participacao-Mecanismos-Busca

 

No final do mês passado, a Microsoft e o Yahoo! assinaram um acordo de cooperação na área de publicidade vinculada a buscas online, com o Bing equipando buscas nos sites de ambas as empresas e o Yahoo! cuidando das vendas de anúncios.

O crescimento do Bing também pode provocar uma mudança no mercado de SEO (as buscas grátis). As técnicas que valem para o Google será que valem para o Bing? Só os especialistas poderão responder.

Mas não pensem que o Google está olhando a esse movimento sem fazer nada. O gigante já está se mexendo para não ficar para trás. Não podemos nos esquecer que mais de 95% das receitas do Google vêm dos links patrocinados e qualquer mudança nesse mercado pode ter forte impacto nos resultados da empresa. Recentemente o Google anunciou que está testando uma nova tecnologia de buscas que irá proporcionar mais velocidade, precisão e relevância nos resultados. Tudo para cativar e entregar uma melhor experiência para o usuário.

E sua empresa? Já está aparecendo no Bing ou por enquanto só no Google?

Vale a pena fazer campanhas de webmarketing na rede de conteúdo do Google ?

20 de agosto de 2009

Vc conhece, utiliza, ou ao menos já ouviu falar no Google AdWords, certo? E a rede de conteúdo do Google, vc conhece? Se sua empresa explora o AdWords muito provavelmente vc também está na Rede de Conteúdo, mesmo que não saiba disso. A Rede de Conteúdo são aqueles anúncios escritos “Anúncios Google” ou “Ads By Google” que aparecem em sites diversos como sites de notícias e blogs. Esses anúncios podem aparecer em milhares de sites que fazem parceria com o Google para exibi-los e podem estar dispostos em diversas partes do site – no meio, do lado direito, abaixo, etc. A Rede de Conteúdo vem automaticamente selecionada ao se criar uma nova campanha no AdWords e isso faz com que muitos anunciantes participem dela sem perceber. Quem não deseja participar da rede precisa desabilitar a opção dentro da configuração da campanha.

Abaixo dois exemplos bem distintos dos tipos de sites que exibem anúncios de rede de conteúdo Google.

Nafaixa.net - Site de downloads de jogos e programas grátis

Nafaixa.net - Site de downloads de jogos e programas grátis

Portal de esportes do jornal “O Estado de São Paulo”

Portal de esportes do jornal “O Estado de São Paulo”

Como é percebível a Rede de Conteúdo nada mais é do que um anúncio numa página web, similar a um anúncio numa página de revista. A cobrança dos anúncios nesta modalidade também é feita por cliques, similar a Rede de Pesquisa. Quando esse tipo de anúncio foi criado pelo Google a cobrança era por CPM (custo por mil impressões) mas esse modelo não era atrativo aos anunciantes. Mudou-se para o modelo de CPC (por clique) há cerca de 2 anos.

A grande diferença dos anúncios de conteúdo em relação a outros tipos de anúncios na web é que com base nas palavras-chaves de sua campanha AdWords o Google define em quais sites seu anúncio irá aparecer.Vamos supor que sua empresa venda artigos esportivos e tenha na campanha palavras-chave como “camisa de futebol” ou “bola de vôlei”. Provavelmente seus anúncios serão exibidos em sites de notícias esportivas, blogs de esportes, etc, onde os textos das páginas possuam essas palavras.

Coloco então a pergunta: Vale a pena estar presente nesse tipo de mídia?

Vamos responder às perguntas mostrando quais suas vantagens e desvantagens de utilizar a Rede.

Vantagens:

- Seu anuncio aparece em sites que tenham relação com seu produto (segmentação)

- Sua empresa pode escolher em quais sites aparecer

- Seu anúncio aparecerá milhares de vezes ao dia e vc só pagará se alguém clicá-lo

- Se seu produto não é conhecido e as pessoas não buscam por ele no Google, elas passarão a conhecê-lo através dos anúncios

- Os anúncios atingem um cliente que não está buscando seu produto mas se sente impactado e pode se interessar

- Sua empresa pode utilizar formas diferentes de anúncios como banners, anúncios em flash e em vídeo por exemplo, ao invés apenas de simples anúncios de textos (apenas alguns sites permitem isso)

- Segundo o Google se os dados demonstrarem que um clique de uma página da Rede do Google tem menos probabilidade de gerar resultados comerciais sobre os quais é possível atuar o lance desse site é automaticamente reduzido

- Sua empresa pode indicar alguns sites onde ela não quer que os anúncios apareçam (sites de concorrentes por exemplo)

Desvantagens:

- Por melhor que seja sua campanha seu anúncio vai acabar aparecendo em sites que não tenham relação com seu produto

- Seu anúncio terá milhares de impressões por dia e poucos cliques, o que atrapalha a gestão da campanha (percentuais muito pequenos para análises)

- Muitas vezes o cliente clica no anúncio por impulso e acaba não efetuando uma compra ou algo do tipo

- Sua empresa pode aparecer em sites concorrentes se vc não os excluiu da campanha

- Sua empresa pode aparecer em sites que estejam falando mal de seu produto se vc não tiver usado as palavras negativas corretamente

- Muitas vezes os cliques na Rede de Conteúdo são mais caros que na pesquisa (existem menos espaços nos sites então os valores sobem pois só alguns podem aparecer – diferente da rede de pesquisa onde existem várias posições para seu anuncio aparecer)

- Muitos sites que exibem os anúncios não possuem a devida qualidade e utilizam esses anúncios como formas de ganhar dinheiro. Algumas vezes inclusive clicam nos anúncios apenas para receberem uma parte do valor por vc pago (claro que isso não é a regra e a maioria dos sites é sério)

- Alguns sites usam o serviço oferecido pela Google de forma “intuitiva” ao clique, ou seja, eles tentam “seduzir” ou mesmo “enganar” o usuário misturando anúncios ao conteúdo, o que acaba gerando o clique ilusório ou até mesmo não intencional em alguns casos.

Volto então com a pergunta: Vale a pena estar presente nesse tipo de mídia?

A resposta: Analise o objetivo de sua campanha e a oferta que sua empresa tem para o mercado e defina a melhor estratégia.

1) Se sua empresa tem um produto conhecido, uma marca forte ou presta um serviço que tem bastante procura, a Rede de Conteúdo não vai lhe ajudar e vai apenas levar parte de seu orçamento. Para este caso use a Rede de Pesquisa e mais nada.

2) Se sua empresa tem um produto novo, pouco conhecido e que não há grande volume de busca natural, aí sim vc tem que estar na Rede de Conteúdo. Se ninguém procura por seu produto/empresa não adianta aparecer apenas na Rede de Pesquisa pois não haverá ninguém pesquisando.

3) Se sua empresa tem uma marca estabelecida, produtos ou serviços que tem procura, mas está lançando um novo produto/serviço no mercado, utilize as duas redes. Quem já conhece sua empresa e produtos passará a conhecer também seu lançamento.

4) Se sua empresa oferece um produto ou serviço específico ou algo muito técnico, utilize as duas redes. Estar só na Rede de Pesquisa pode gerar pouca procura por isso use também a Rede de Conteúdo, sendo bastante criterioso nas palavras chaves e aparecendo apenas em sites realmente relevantes.

5) Se sua empresa trabalha com produtos de alto valor e que tem na web um forte aliado, vale a pena estar nas duas redes. Um exemplo são as construtoras. Um apartamento vendido paga a campanha do ano todo. E anúncios de imóveis têm tudo a ver com quem está num site de crédito imobiliário ou de decoração por exemplo.

6) Se sua empresa trabalha com venda de impacto esteja na Rede de Conteúdo. Suponha que vc tem uma nova promoção. Se vc estiver apenas na Rede de Pesquisa seus potencias clientes não saberão disso pois não pesquisarão o assunto. Já na Rede de Conteúdo eles têm acesso às ofertas. Exemplo: Tenho uma loja virtual de tênis e estou com uma promoção de 40% de desconto no modelo X. Meu anúncio seria: “Tênis X com 40% de desconto, apenas essa semana”. Se eu estiver apenas na Rede de Pesquisa irei atingir apenas aqueles que já estão dispostos a comprar e procuraram pelo produto. Estando na Rede de Conteúdo atinjo aqueles que não estão dispostos mas com a promoção acabam se interessando e podem se tornar dispostos a compra.

E por fim,

7) Se sua empresa deseja exposição de marca e não está preocupada com o retorno da campanha, a Rede de Conteúdo é caminho obrigatório.

Em resumo, identifique (ou defina) o objetivo de sua campanha, a verba que sua empresa dispõe e o tipo de produto e serviço que vc está oferecendo ao mercado e decida qual a melhor opção. Veja também se sua campanha de AdWords já não está usando a Rede de Conteúdo mesmo sem vc saber. Mas faça tudo isso rápido pois em Internet tudo muda todos os dias e amanhã essas dicas podem já não valer mais…

Google vai modificar seu sistema de buscas – Quais os impactos?

12 de agosto de 2009

O Google divulgou ontem (11/08) que irá implementar mudanças em seu sistema de buscas. Alguns desenvolvedores web foram convidados pela empresa a testar a nova plataforma e sugerir melhorias. Chamado de Caffeine, o projeto é tratado como secreto pelos engenheiros mas sabe-se que o objetivo do serviço é reduzir o tempo entre novas publicações na internet e a página de resultados da busca, que deve sofrer mudanças visuais. Segundo um post no blog dos desenvolvedores envolvidos “É o primeiro passo num processo que vai permitir rapidez de indexação, exatidão, exaustividade e outras dimensões”. O novo sistema ainda não tem data para entrar no ar.

Ainda segundo o post, as novas implementações consistem em: rastrear maiores pedaços da web, computar índices de páginas de acordo com a reputação e fazer um ranking e voltar nas páginas mais relevantes para consulta dos usuários, de forma mais rápida possível. 

Todas essas mudanças irão gerar uma alteração no PageRank da maioria das páginas. PageRank é o algoritmo que indica quais são os sites mais importantes para os termos procurados pelo usuário. Como isso irá afetar a vida dos profissionais da área ainda é uma incógnita mas acredito que haverão novas regras de indexação que precisarão ser incorporadas ao dia a dia. Provavelmente (e espero que sim) os sites que mais devem sofrer com as mudanças são aqueles que usam técnicas “obscuras” para subirem no ranking, como troca exagerada de links, duplicidade de conteúdo para gerar mais páginas, etc.

Já o usuário tende a ser o maior beneficiado pois terá acesso a resultados de maior relevância. E relevância continuará sendo a chave do sucesso.

Se quiser testar o novo sistema, uma página já está disponível.

 

Fiz alguns testes na nova versão e percebi que:

1) O visual da nova página é exatamente o mesmo.

2) O número de páginas indexadas está bem maior.

Ex1: Uma busca por “apartamento guaruja” no Google “tradicional” retorna 594.000 resultados. Já no “novo Google” retorna 1.320.000, mais que o dobro.

Ex2: Uma busca por “plano de saude” no Google “tradicional” retorna 7.000.000 resultados. Já no “novo Google” retorna 9.640.000, cerca de 35% a mais.

3) A velocidade da busca está bem mais rápida.

Isso no entanto não posso afirmar que seja uma melhoria da nova versão pois a mesma ainda está em teste e assim está sendo acessada por um número infinitamente inferior de pessoas o que torna naturalmente o retorno dos servidores mais rápido.

4) O classificação dos sites sofreu algumas mudanças mas nada significativo (ainda).

Pesquisei o termo: “ficar rico”. Sabemos que vários sites “vendem essa idéia” e se utilizam de técnicas não tão corretas para aparecer nas 1as posições. A impressão que me deu é que a URL continua sendo um dos mais importantes fatores de indexação pois os sites que possuem o termo na URL continuam aparecendo bem. Vamos aos resultados da 1ª página.

Site / URL

Posição no “Novo Google”

Posição Atual
jovemig

1

1

ganhemelhor

2

2

kanitz

3

3

aquy

4

6

poupardinheiro.info

5

2ª pág

terra

6

5

inforum.insite

7

4

ficarrico.net

8

7

queroficarrico

9

8

cienciaparaficarrico

10

9

 
Por fim, nada foi dito em relação ao Google AdWords (os links patrocinados) e pelo que se espera estes não sofrerão mudanças em seu mecanismo de leilão e lances.

Agora o que nos resta é aguardar pelo lançamento da nova versão e tentar descobrir as boas técnicas para ter sucesso nela. Enquanto isso vamos usando a versão de testes.

Já fez seu teste no AdWords hoje?

2 de agosto de 2009

Hoje vou falar sobre a importância de se fazer testes em campanhas de links patrocinados, e em especial no AdWords. Muita gente não dá a devida atenção a isso e deixa de incrementar consideravelmente seus resultados.

Minha regra é: Todo dia teste algo.

Mas testar o que? Vamos à algumas das possibilidades:

1)     Teste sua URL: Sua empresa tem um site, certo? Seu site tem uma URL, certo? Mas será que a URL de seu site é a melhor para sua campanha? Vc sabia que uma URL chamativa pode melhorar em até 100% os indicadores de uma campanha.

Vamos a um exemplo. Supomos que vc venda carros usados e têm o seguinte anúncio:

Carros Usados em 24x

Toda a linha nacional e importada.

Superavaliação de seu usado na troca.

www.gomesdias.com.br

Um anúncio razoável. Uma URL com o nome da loja. E se o anúncio fosse assim:

Carros Usados em 24x

Toda a linha nacional e importada.

Superavaliação de seu usado na troca.

www.carrosusadosonline.com.br

Mesmo anúncio, com outra URL. Quais seriam as diferenças?

Minha experiência mostra que uma URL diferente relacionada ao negócio pode gerar até 20x mais tráfego. Experiência própria. Não acredita? Teste!

2)     Teste palavras nos anúncios: Sabia que uma única palavra pode aumentar seu CTR em até 50%. Experiência própria. Um anúncio no AdWords têm que chamar a atenção e para descobrir o que chama ou não mais a atenção do Internauta, só testando. Uma simples palavra pode mudar tudo.

Vamos a outro exemplo, ainda com os carros usados.

Anúncio 1:

Carros Usados em 24x

Toda a linha nacional e importada.

Superavaliação de seu usado na troca.

www.carrosusadosonline.com.br

Anúncio 2:

Carros Usados em 24x

Toda a linha nacional e importada.

Ótima avaliação de seu usado na troca.

www.carrosusadosonline.com.br

Então? Quase iguais não? Mas como saber qual o melhor. Posso garantir que um é melhor que o outro, só não sei qual. Sugestão, deixe os dois anúncios durante 3 a 4 dias e veja as performances. Depois disso escolha o melhor e parta para o próximo teste.

Não acha que funciona? Teste!

3)     Teste o título de seus anúncios: Um título chamativo pode mudar consideravelmente a performance de um anúncio. O AdWords permite que se use a ferramenta de KeyWords onde o texto digitado pelo Internauta aparece no anúncio, tornando-o muito mais chamativo. Eu particularmente não gosto muito pois vejo muita gente usando esse recurso de forma errada e aparecendo anúncios sem sentido nenhum nas buscas.

Mas que o título é importante é!

Vamos comparar os dois anúncios de carros como exemplo:

Anúncio 1:

Carros Usados em 24x

Toda a linha nacional e importada.

Ótima avaliação de seu usado na troca.

www.carrosusadosonline.com.br

 

Anúncio 2:

Gomes Dias Autos

Toda a linha nacional e importada.

Ótima avaliação de seu usado na troca.

www.carrosusadosonline.com.br

 

Qual o melhor? Eu acredito que seja o 2, mas para confirmar isso só testando. Sugestão, faça como nos exemplos anteriores. Deixe os anúncios durante 3 ou 4 dias e veja a performance. Escolha o melhor e parta para a próxima. Acha que não funciona? Teste!

4)     Teste suas páginas de destino: Esse item já não influencia na qualidade da campanha mas sim no retorno que ela irá lhe trazer (o que importa realmente). E por incrível que pareça muita gente ainda explora isto muito mal. Quantas vezes vc já clicou num anúncio de um produto ou serviço e ele lhe levou para a home de um site, onde fala quem é a empresa, os valores, a missão, etc?

Mas como saber qual a melhor página para se levar o clique? Qual dará mais retorno? E como testar isso? Simples, faça anúncios duplicados que levem a páginas distintas. Mesmo anúncio, URL de destino diferente. Teste as conversões! Quais geraram mais negócios? Qual URL trouxe mais clientes? Faz uma diferença brutal levar o cliente ao que ele realmente quer achar. Duvida? Teste?

Bom pessoal, por hoje é só. Existem ainda muitas outras coisas que podem ser testadas e muitas “táticas” de teste. Mas isso fica para outro dia.

Adwords – Como melhorar seu índice de qualidade?

2 de agosto de 2009

Olá pessoal!

Hoje vou falar sobre um dos assuntos mais discutidos quando se fala de Adwords e minha experiência prática com ele: o famoso “Índice de qualidade”. O índice de qualidade pode fazer sua campanha de link patrocinado ser um sucesso total ou um completo fracasso. Pode fazer também você gastar alguns poucos reais ou milhares de reais para atingir o mesmo resultado. Por isso sua grande importância.

Há muitas divergências sobre do que é composto o tal índice e o Google guarda esta fórmula mais ou menos como a Coca-Cola guarda a fórmula de seu famoso refrigerante. Alguns indicadores, no entanto, são possíveis de afirmar como sendo parte dos principais itens que compõem o índice de qualidade: CTR (Taxa de Cliques); Página de Destino e Histórico da Campanha.

Alguém pode perguntar: Mas e o valor do clique, onde entra? O valor do clique é multiplicado por seu índice de qualidade e isto irá definir a posição que seu anúncio irá aparecer. Se você paga R$1,00 no clique e tem um índice de qualidade 2 e, seu concorrente paga R$0,50 no clique e tem índice de qualidade 8, sinto informar que seu anúncio aparecerá abaixo do dele e você ainda pagará mais que ele caso alguém clique. Mas esse raciocínio é assunto para outro artigo.

CTR

Esse talvez seja o indicador mais importante do índice de qualidade. Trata-se do total de cliques dividido pelo total de impressões que seu anúncio teve. Aqui a regra é: Não adianta quantidade e sim qualidade. Um anúncio que teve 100 cliques em 10.000 impressões (1%) têm muito menos qualidade que outro com 10 cliques em 100 impressões (10%). E isso para o Google pesa. E pesa muito.

No meu conceito eu dividiria o CTR em:

0% a 1% => CTR Péssimo

1,01% a 2% => CTR Ruim

2,01% a 4% => CTR Regular

4,01% a 10% => CTR Bom

Acima de 10% => CTR Ótimo

E como obter CTR altos? Basta comprar palavras-chaves aderentes a seus anúncios e ao seu negócio, que atinjam realmente seu público-alvo. Simples, certo?

Página de Destino

Esse item é um pouco subjetivo. O Google diz que analisa a página de destino e entende se esta tem ou não a ver com o anúncio que o leva até ela. Como é feita essa análise? Não posso afirmar. Pelo que tenho estudado a página de destino deve ter as palavras chaves que você comprou para ativar seu anúncio. Ou seja, se seu anúncio aparece quando procuramos por “bonecas de porcelana”, sua página de destino deve ter as palavras “bonecas” e “porcelana”. Quanto isso realmente impacta é outro mistério. O Google faz isso para evitar que os anúncios levem a páginas que não tenham correlação com o que foi ofertado. Coerente, não podemos negar.

Histórico de Campanha

Mais um item importante e fácil de mensurar. Basta analisar o CTR de sua campanha desde quando ela se iniciou (o histórico dela). E aqui tenho algumas dicas:

1) Sempre faça campanhas diferentes para “temas” de palavras-chave diferentes. É fácil entender que algumas palavras são mais importantes que outras para ativar seus anúncios. E não podemos ignorar que algumas palavras genéricas também são importantes. Dessa forma, separe tudo. O Google sugere que a separação seja no nível do “Grupo de Anúncio”. Minha experiência mostrou que essa separação seja um nível acima, no nível de campanha. Sendo mais prático: Se seu site trabalha com aluguel de imóveis na praia, crie uma campanha específica com termos como “Aluguel de casa no Guarujá” ou “Aluguel de casa na praia” e outra campanha genérica com termos como “Casa na praia” ou “Aluguel Casa”. Sua campanha específica terá um CTR bem maior (afinal, atinge exatamente seu público) e um índice de qualidade bem alto, fazendo com que você gaste menos por clique e apareça melhor colocado. Já sua campanha genérica irá concorrer com todos que alugam casa, terá um índice de qualidade mais baixo, terá menor CTR e o clique custará mais. Mas não pode ser desprezada pois em números absolutos a grande maioria das campanhas genéricas geram mais cliques que as específicas.

2) Separe campanhas de conteúdo com as de palavra-chave. Apesar do Google afirmar que o desempenho das campanhas de conteúdo não influenciam no índice da qualidade eu prefiro não arriscar. Campanhas de conteúdo têm alto número de impressões e baixíssimo CTR. Quando esses números se somam ao desempenho das campanhas de palavras-chaves o número total fica distorcido, dificultando inclusive o gerenciamento das campanhas. Ou seja, campanha de conteúdo é campanha de conteúdo e campanha de palavra-chave é campanha de palavra-chave. Não as misture.

3) Por fim uma dica já batida mas muito importante. Teste! Teste, teste e teste. Não ache que no 1º dia de campanha você já saberá como ela funciona e como será possível potencializá-la. O que eu sempre faço é criar uma 1ª campanha genérica com todas as palavras-chaves que surgiram nos brainstorms. Passado uma semana eu analiso o desempenho de palavra por palavra e começo a dividir as campanhas. Palavras com alto CTR junto com outras palavras com alto CTR. Palavras com baixo CTR junto com outras palavras com baixo CTR. Anúncios direcionados conforme as palavras mais clicadas. Valores de cliques de acordo com o posicionamento obtido inicialmente. Após tudo separado simplesmente pego a campanha “teste” e a excluo. Ela já tem um histórico ruim. E como diz o ditado: “Pau que nasce torto nunca se endireita”.

Após essas dicas, se refletirmos, vamos perceber que uma campanha bem feita naturalmente terá um índice de qualidade bom. Afinal, quem quer gastar dinheiro a toa? Quem cria campanhas com palavras que não têm relação com seu negócio? Quem cria anúncios que levam para páginas que não tenham relação com o que está sendo oferecido?  Quem compra palavras-chaves de um tema para ativar anúncios de outro tema? Por mais incrível que pareça ainda têm muita gente que faz isso…