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5 erros ao se criar uma campanha de Google AdWords

21 de outubro de 2009

O Google AdWords, ferramenta onde você faz com que empresa apareça nas primeiras posições dos resultados do Google quando é feita uma procura por termos relacionados a seu negócio, pode ser uma excelente (até mesmo a principal) forma de captar clientes para sua empresa. Uma campanha bem feita é uma poderosa arma para que sua marca apareça para seu cliente no momento em que ele está disposto a comprar seu produto.  Isso tudo com baixo custo e com todos os controles que você puder imaginar.

Importante dizer que para uma campanha de AdWords gerar um resultado satisfatório, é preciso que seja bem feita. Já postei vários artigos mostrando erros feitos em campanhas de AdWords que acabam por levar as verbas publicitárias e não entregar o resultado esperado.

Como tenho respondido inúmeras perguntas a respeito de campanhas vou citar aqui os 5 principais erros que devem ser evitados ao se criar uma campanha de AdWords. São regras básicas mas que podem transformar uma campanha ruim numa campanha ao menos regular. E ser regular no Google já é um bom negócio. Ser bom, é ótimo.

1º Erro: Escolha errada de palavras-chave

Este talvez seja o mais grave erro que se pode cometer ao criar uma campanha. A escolha das palavras-chaves é o fator mais importante na definição de seu índice de qualidade. E quanto melhor seu índice de qualidade menos você paga no clique.

Escolher as palavras-chaves certas não quer dizer escolher poucas palavras. Quanto mais palavras, desde que relevantes, melhor. Pense em como seu possível cliente iria procurar seu produto no Google.

Como fazer certo?

Vamos supor que sua empresa trabalha com “rede de computadores”. Se você escolher a palavra “redes” vai aparecer para quem está buscando rede de computadores, mas também rede de pesca, rede de contatos, rede social. Se sua empresa vende rede de computadores escolha palavras como “rede de computadores”, “rede para computadores”, “rede de micros”, “configuração de redes”, etc.

2º Erro: Não separar as palavras por grupo de anúncios

Vamos supor que sua empresa seja uma loja virtual e venda máquinas digitais, aparelhos de DVDs e vídeo-games. Se você colocar todas as palavras no mesmo grupo de anúncio será difícil medir o retorno desses produtos e será impossível criar anúncios específicos para cada linha de produto. Seu anúncio teria que ser genérico, falando a mesma linguagem para quem procura DVDs e para quem procura vídeo-games.

Como fazer certo?

Separe suas palavras por grupo de anúncios e crie anúncios específicos para cada um deles. No exemplo assim teríamos 3 grupos de anúncios: Máquinas digitais, DVD e Vídeo-game. O grupo DVD, por exemplo, teria um anúncio cujo título seria algo como: “Linha completa de DVDs”. O grupo Vídeo-games teria um anúncio do tipo: “Vídeo-games das melhores marcas”. E por aí vai. A taxa de cliques aumenta consideravelmente quando se trabalha o mais segmentado possível.

3º Erro: Levar o clique para sua página inicial

Esse é um dos erros mais cometidos. Ao se criar um anúncio pode-se escolher uma página de exibição e uma página de destino. Não coloque sua página de destino sempre como sua homepage. Coloque a página que mostre o que o internauta procura.

Como fazer certo?

Vamos supor que sua empresa venda serviços de segurança residencial e empresarial. O cliente que buscar por segurança residencial deve ser levado para a página que apresenta esse produto. O que busca empresarial idem. Se você leva ambos os clientes a mesma página está mostrando informações desnecessárias ao internauta e aumenta a chance dele sair de seu site.

4º Erro: Não realizar testes

O Google é maravilhoso porque ele lhe oferece as respostas que você precisa para as perguntas que você quer fazer. Numa campanha de AdWords não confie apenas em sua criatividade. Nem sempre o que você acha criativo é o que o internauta acha. E o Google vai lhe mostrar isso com um baixo índice de cliques.

Como fazer certo?

Por mais simples que seja sua campanha, teste ao menos 3 anúncios. Crie anúncios que apareçam alternadamente nas buscas e avalie qual tem melhor performance. Mude palavras, títulos e chamadas. Às vezes uma palavra diferente torna um anúncio 100% melhor que outro. Mas para descobrir isso só testando e analisando as respostas que o Google lhe dará.

5º Erro: Não utilizar palavras negativas

Outro dos erros mais cometidos. Ao se criar uma campanha deve-se obrigatoriamente trabalhar com palavras negativas. As palavras negativas são as palavras que você diz ao Google que não quer que seu anúncio seja ativado quando elas forem procuradas junto com suas palavras-chave.

Como fazer certo?

Vamos supor que sua empresa venda cursos de informática. Você comprou as palavras relacionadas e bem relevantes. Utilizou a correspondência “ampla” onde qualquer que seja a busca feita que contenha as palavras que você escolheu seu anúncio irá aparecer. No entanto se você não escolher palavras negativas vai acabar aparecendo para clientes que você não quer. Exemplo: Você compra a palavra “curso de informática online”. Se alguém procurar “curso de informática online grátis” seu anúncio irá aparecer. E você não oferece cursos grátis. Assim, a palavra grátis deveria ser inserida como negativa (para isso basta colocar a palavra com o sinal de menos (-) antes => – grátis).

São dicas simples mas que já ajudam em muito sua campanha!

Boa sorte!

Google recebe 71% das buscas nos EUA em Setembro de 2009.

16 de outubro de 2009

Pesquisa da Consultoria americana Experian Hitwise mostra que no mês de setembro de 2009 o Google recebeu 71.08 % de todas as pesquisas feitas em mecanismos de buscas nos EUA. Yahoo! Search, Bing e Ask.com receberam 16.38%, 8.96% e 2.56 %, respectivamente. Os demais 52 mecanismos de buscas avaliados na análise somaram apenas 1.04% das buscas.

O resultado mostra que o Bing realmente está perdendo força e que seu crescimento inicial talvez tenha sido apenas euforia do mercado (fato esse já mostrado por outros estudos semelhantes). O buscador da Microsoft ainda deixa a desejar em relação a resultados e relevância e vê cada dia mais o Google se distanciar na liderança do mercado.

Percentual de Buscas por Buscados – EUA

Dominio

Agosto 2009

Setembro 2009

Variação em relação ao mês anterior

www.google.com

70.24%

71.08%

1%

search.yahoo.com

16.96%

16.38%

-3%

www.bing.com

9.48%

8.96%

-5%

www.ask.com

2.37%

2.56%

8%

Bing perde participação de mercado em setembro

5 de outubro de 2009

A participação da Microsoft no mercado de buscas na Internet caiu em setembro nos Estados Unidos, segundo relatório da empresa de análise StatCounter. É a primeira queda registrada desde que a empresa de softwares mais conhecida do mundo lançou a versão renovada de seu site de buscas – o Bing – concorrente do Google, há quatro meses. Segundo o relatório a participação de mercado do Bing diminuiu mais de 1 por cento em setembro.

O Bing, que conta com uma campanha agressiva de marketing por parte da Microsoft, obteve 8,51% do mercado norte-americano de buscas em setembro, contra 9,64% em agosto.

Já a participação de mercado do Google aumentou para 80,08 por cento em setembro, ante 77,83 por cento em agosto. O crescimento de mais de 2 p.p. mostra que não foi apenas do Bing que o Google roubou mercado, mas também dos outros buscadores como o Yahoo! por exemplo. A participação de mercado do Yahoo variou de 10,5 por cento para 9,4 por cento, de acordo com a StatCounter.

Foi a primeira queda na participação do Bing desde que o site foi lançado em junho deste ano. No começo do mês, outro estudo, da comScore, mostrou que a fatia do Bing no mercado de buscas norte-americano havia aumentado para 9,3% em agosto, contra os 8,9% por cento medido em julho.

Eu particularmente tenho usado o Bing de vez em quando para ver sua eficiência. O que me parece é que a ferramenta ainda não está no mesmo nível do Google. Além do número bem menor de páginas indexadas, os principais resultados para algumas pesquisas que fiz não me pareceram tão relevantes quanto os mostrados pelo Google. E isso faz toda a diferença.

O que não fazer no AdWords (2)

30 de setembro de 2009

Tenho escrito muito sobre campanhas de Google AdWords que apresentam problemas. Isso ocorre tanto em campanhas de empresas grandes quanto em campanhas de empresas pequenas. Insisto nesse assunto para mostrar que o AdWords é uma excelente ferramenta de webmarketing mas, se uma campanha não é bem feita, o AdWords se transforma num excelente ralo de verba publicitária. Os responsáveis pelas empresas que não enxergam isso acabam por culpar o AdWords pela falta de retorno de sua campanha quando na verdade o problema é da própria campanha.

Uma campanha em AdWords precisa ser feita com o mesmo cuidado e atenção que uma campanha em qualquer outra mídia.  Definir objetivos claros, escolher corretamente o público-alvo, definir uma estratégia de abordagem atrativa e  ter uma boa forma de mensuração de retorno são algumas das atividades obrigatórias a qualquer campanha de marketing, seja ela online ou offline.

O exemplo de hoje é de uma revenda de planos corporativos de celular da operadora Claro que não está fazendo bom uso de sua verba publicitária. Vejam o print da tela que aparece quando se busca “claro empresas”:

busca_claro_empresas

Reparem no box vermelho que destaca o 1o link patrocinado do lado direito da página.  O título é “Agente BCP Empresas”. Pois bem, a BCP é uma das empresas que foi adquirida pelos espanhois da Telmex e deu início ao que hoje é a Claro. Mas isso aconteceu em 2003! 6 anos atrás! De lá para cá a marca nunca mais foi divulgada ou utilizada. Além disso, quantas pessoas será que se lembram que a BCP deu origem a Claro? Se você está procurando um plano empresarial para sua empresa e busca por “claro empresas”, um anúncio dizendo “Agente BCP”  lhe chamaria a atenção? Eu acredito (e posso até afirmar) que não. Essa não atratividade desencadeia uma série de fatores que fazem com que sua verba publicitária em AdWords vá embora: Anúncio não atrativo não gera bom índice de cliques => Não ter bom índice de cliques faz com que seu “índice de qualidade” seja baixo => Seu índice de qualidade sendo baixo você precisa pagar cada vez mais para aparecer em boa posição => Pagando alto por clique seu ROI (Retorno sobre investimento) é prejudicado => Seu ROI sendo prejudicado você começa a achar que a mídia não funciona pois o retorno não é satisfatório => Achando que a mídia não funciona você desiste e deixa o mercado para os concorrentes, após ter gasto sua verba.

Mais uma vez eu digo: Google AdWords é uma excelente forma de mídia online que, por suas características, pode gerar um retorno superior a todos os outros tipos de mídia existente. Mas precisa ser bem feito.

Google AdWords – Os grandes também erram. (2)

9 de setembro de 2009

Em meu último post (Google AdWords – Os grandes também erram) mostrei os problemas de uma campanha de marketing de busca de uma grande empresa feita por uma agência não especialista no assunto.

O exemplo de hoje é ainda pior. Mostra o descaso que muitas vezes as grandes agências têm para com a mídia online.

Busquei ontem no Google o termo “Vivo Empresas”. Queria saber um pouco mais sobre os planos corporativos de celular da Vivo. A busca me retornou a seguinte tela:

Google-Busca-VivoEmpresas

Reparem no link patrocinado da própria Vivo que aparece em destaque acima dos resultados da busca natural:

Detalhe-Busca-VivoEmpresas

No título do anúncio aparece escrito: “A Vivo vela e pena”. Fiquei um bom tempo tentando entender do que se tratava o título. Cliquei no anúncio, fui para a página da operadora, voltei, procurei o nome dos planos, busquei até mesmo algo sobre eventuais patrocínios da Vivo a eventos esportivos (vela, iatismo) e nada. O que seria aquele tal “vela e pena”? Foi quando tive a brilhante idéia de fazer uma nova busca e apareceu um novo anúncio da mesma Vivo com o título: “A Vivo vale a pena”. Tudo esclarecido. O 1º anúncio está com um erro gritante de grafia (o certo é “vale a pena” e não “vela e pena”). Esse erro compromete não só a campanha mas também a imagem da empresa – um anúncio escrito “A Vivo vela e pena” lhe passa alguma credibilidade?

Esse é mais um exemplo de muitas vezes as grandes agências ( e seus clientes) não dão a devida importância para algumas ferramentas de mídia online e em especial o marketing de busca. Ou você acha que se fosse uma peça impressa em um jornal de grande circulação o anúncio seria aprovado dessa forma (aprovado tanto pelos revisores quanto pelo departamento de marketing do cliente)? Mídia online é mídia da mesma forma e precisa passar pelas mesmas revisões que uma peça de mídia offline passa. Não adianta achar que o que importa é apenas aparecer na web. É fundamental saber como aparecer, onde aparecer e para quem aparecer.

Enquanto isso posso apostar que o cliente acredita que está tendo uma ótima campanha, com presença em diversos tipos de mídia online e offline. Mal sabe este cliente (assim como ocorre com vários outros) que a parte da verba publicitária destinada a mídia online está indo embora sem que o potencial retorno seja atingido e ninguém parece estar preocupado com isso.