Estudo divulgado pela comScore, consultoria americana especializada em internet, mostra que as redes sociais representaram mais de 20% de todos os anúncios vistos na internet dos Estados Unidos em julho de 2009. As principais redes, o Facebook e o MySpace, abrigaram mais de 80% de todos os anúncios em redes sociais no país.
Segundo o vice-presidente da comScore, Jeff Hackett, “As redes sociais podem oferecer uma frequência de acesso mais alto que outros sites e atingir segmentos específicos com um baixo custo. Parece que alguns anunciantes têm preferido usar as redes como os novos veículos para suas campanhas”, disse o executivo.
A operadora de Telefonia AT&T aparece como o maior anunciante nas redes sociais dos EUA. Em julho, mais de 30% de todos os seus anúncios online da companhia estavam em redes sociais, somando mais de 2 bilhões de visualizações.
Recentemente postei um artigo sobre a publicidade no Orkut no Brasil e se esta é uma forma de mídia a ser explorada. Me parece que minha percepção de que vale à pena anunciar na maior rede social do Brasil está correta. O comportamento da mídia no Orkut não deve diferir do da mídia nas redes americanas já que o conceito desse tipo de mídia e todas suas possibilidades de segmentação são muito similares. E se as verbas publicitárias americanas estão sendo tão direcionadas a esse tipo de mídia, é porque com certeza ela está gerando um ótimo retorno.
Boa notícia para nós “webmarketeiros”! Segundo o Projeto Inter-Meios, relatório divulgado nesta semana pela editora “Meio & Mensagem”, a internet foi a plataforma de mídia com maior crescimento em faturamento publicitário no primeiro semestre de 2009.
O total do faturamento de mídia no Brasil no 1º semestre foi de R$ 9,67 bi. A mídia online contribuiu com R$ 394,5 mi desse montante. Um crescimento de 22,8% em relação ao período anterior.
O aumento do volume de dinheiro que circula na mídia online reflete o crescimento ainda acentuado do número de internautas brasileiros. Este número atingiu 64,8 milhões em julho, segundo dados do Ibope. Em junho, esse o número era 62,3 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 4% no mês.
Ainda segundo o Ibope, do número total de internautas brasileiros, 36,4 milhões de pessoas usaram a internet no trabalho ou em residências, aumento de 10% sobre os 33,2 milhões registrados no mês de junho. O número total de internautas que possuem acesso à internet em casa e no trabalho, simultaneamente, totaliza 44,5 milhões.
Em relação a outras mídias houve aumento na participação do total das verbas publicitárias na TV aberta (+3,9%), TV por assinatura (+4,8%) e rádio (+6,2%). Do outro lado houve queda em jornais (-10%), revistas (-8,7%) e cinema (-5,4). Todos os dados são comparados com o mesmo período do ano passado.
A partir desses dados podemos perceber que cada vez mais a mídia online vem ganhando força no mercado publicitário. Cada vez mais os anunciantes percebem os diferenciais dessa mídia além dela ser muito mais democrática uma vez que permite que todos os portes de anunciantes marquem presença. Impossível imaginar isso na TV aberta, por exemplo. Você já viu anúncios de pequenas empresas na maior TV aberta (Globo) do Brasil? E no maior site do mundo (Google)?
A mídia online possui inúmeras vantagens em relação às outras mídias como alta capacidade de segmentação de mercado e total mensuração de resultados, para ficarmos apenas nos dois principais.
Com isso, não me canso de repetir: Se sua empresa ainda não tem uma estratégia de mídia online, corra pois pode ser que ainda dê tempo. Nunca é tarde para começar.
Uma campanha de email marketing, se bem feita, pode trazer ótimos resultados para sua empresa – isso é fato. O email marketing é uma ferramenta importantíssima na geração de tráfego para seu site e no relacionamento com seus clientes, além de ter um custo mais acessível em relação a outros tipos de mídia online. Quando uma campanha é bem feita atinge um cliente no perfil de seu público alvo e com alta propensão de compra. No entanto uma campanha de email marketing não passa apenas pelo conjunto de um bom design, um ótimo conteúdo e uma boa oferta. Ainda vejo muitos erros em campanhas de email marketing que às vezes passam desapercebidos e vou citá-los aqui para que na próxima campanha de sua empresa você não os cometa.
1) Falta de segmentação na base de dados: Como já citei em outro post (como-fazer-uma-campanha-de-e-mail-marketing-que-tenha-bons-resultados) o 1o passo para uma campanha de email ter sucesso é uma boa segmentação da base de clientes. Se sua empresa envia os emails para o público errado, sua efetividade será quase nula.
2) Não ter uma boa fonte de coleta de base de dados: Como sua empresa coleta os emails dos clientes? Se for via website institucional preste atenção a alguns pontos que podem melhorar muito a qualidade de sua base e otimizar sua campanha. Pesquisas americanas mostram que de 5% a 25% dos emails preenchidos em formulários na web não existem. As pessoas não gostam de preencher seu email verdadeiro em formulários pois acreditam que receberão diversos spams (o que não deixa de ser verdade em muitos casos). Para tal as sugestões são:
Tenha no formulário de cadastro dois campos de preenchimento de email. Se ambos não forem iguais informe ao internauta. Se você está se perguntando se isso não “complica” ainda mais o preenchimento do formulário a resposta é sim, complica. Mas pense que você terá o email correto, não precisará enviar email para endereços errados, etc. Vale a pena esse “passo a mais”.
Tenha um “corretor de erros comuns”. Em seu formulário não tenha apenas a checagem se o email informado possui @ mas também cheque erros comuns como yaho.com (com apenas uma letra O) ou gmail.com.br (ao invés de apenas .com).
Envie um email automático agradecendo o preenchimento e caso este email volte coloque uma observação na base de dados que aquele email provavelmente não existe.
3) Não respeitar o “Opt-in”: Quando alguém preenche um formulário e opta por “não receber comunicados” daquele website, respeite sua decisão. O termo “Opt-in” corresponde ao conjunto de regras segundo as quais as mensagens de marketing ou de caráter comercial só são enviadas para as pessoas que expressem, prévia e explicitamente, o seu consentimento.
4) Não oferecer uma opção de “Opt-out”: Tenha respeito para com seu possível cliente. Permita que ele retire seu email da lista de destinatários se assim o desejar.
5) Não respeitar a opção de “Opt-out”: Se seu possível cliente solicitou a retirada de seu email da lista, respeite-o o retire assim que possível. Já vi casos em que ao solicitar a retirada do email recebo outro email dizendo que em até 30 dias (!) meu email será removido da lista.
6) Enviar emails excessivamente longos: O sucesso de uma campanha de email marketing possui grande relação com o impacto que o email enviado causa em quem está o lendo. Se sua empresa envia um email longo, cheio de textos, que demore a abrir, com figuras pesadas, etc, ele não será “atraente” para quem o recebe e a chance de ser descartado imediatamente é muito grande.
7) Enviar emails excessivamente pesados: Costuma receber emails de uma grande loja de roupas masculinas (essa faço questão de citar – a loja é a TNG) que sempre vêm com mais de 1MB de tamanho. Quando este email chega e estou por exemplo acessando de meu celular, eu o apago antes mesmo de abri-lo pois sei que aquilo irá me consumir banda e tempo até descarregar por completo. Email deve ser leve, isso é básico.
8 ) Excesso de ofertas diferentes no mesmo email: Uma peça de email marketing deve ser objetiva e com uma única oferta (ou ofertas que tenham sinergia). Mesmo que sua empresa seja um varejista e ofereça uma vasta gama de produtos, não envie no mesmo email produtos muito diferente. Há algum tempo recebi um email (infelizmente não me lembro quem enviou para citar) onde havia uma oferta de aspirador de pó ao lado de uma oferta de jogo de pneus para motos.
9) Enviar seu email para os destinatários com cópia em aberto: Pode parecer engraçado mas há empresas que acham que enviar uma peça de email marketing é o mesmo que enviar um email de trabalho. Recebo em média 2 emails por dia (todos pegos por meu antispam – ainda bem) onde o destinatário vem aberto. Já dá para imaginar o que acontece né? Um que responde para todos solicitando a retirada da lista, etc, etc. Além desta ser uma péssima ação ao expor seus possíveis clientes, essa atitude passa um total sensação de amadorismo. Se sua empresa não está disposta a contratar um serviço profissional de envio de email marketing, que ao menos os envie com BCC. E cuidado para não ser considerado spammer por seu provedor de emails.
10) Links quebrados no corpo do email: Nada mais frustrante que receber um email, lê-lo, se interessar pelo conteúdo e quando se clica no link ir para uma página que não existe. E isso não é tão raro de acontecer.
11) Chamar as pessoas pelo nome sem filtrá-las: A maioria dos emails marketing que recebo são enviados para a caixa de correio geral de minha empresa. Assim o email é contato@. Eu dou risada quando recebo email dizendo: “Caro Sr(a) Contato”. Um filtro de base de dados resolve esse problema mas pouquíssima gente o faz.
12) Enviar anexos: Outro erro grotesco. Enviar email marketing com a peça de email anexada. Se no campo do email já é difícil capturar a atenção do leitor imagine mandando um anexo que precisa ser aberto. Sem contar que a chance do anexo conter um vírus existe e isso faz com que aqueles que ainda têm alguma vontade de abrir o anexo, desistam.
Por hoje é só. A mensagem que deixo é que quando sua empresa for fazer uma nova campanha de email marketing certifique-se que os pontos acima estão sendo todos considerados. Pode ter certeza que o retorno da ação será muito melhor. Seus clientes, potenciais clientes e mesmo os que nem conheçem sua empresa, agradecem.
Hoje vou falar sobre uma ferramenta muito útil fornecida gratuitamente pelo Google para entender o comportamento das pessoas que utilizam os mecanismos de buscas e como ela ajuda a direcionar campanhas de webmarketing. A ferramenta chama-se Google Insights for Search.
Através do Google Insights for Search é possível comparar tendências sazonais de buscas, suas distribuições geográficas e categoria de pesquisas específicas. Permite também que você veja a “crescente procura” global ou específica de uma determinada palavra ou termo, em um filtro que você tenha criado. Essa semana o Google anunciou melhorias na ferramenta e agora ela está disponível em 39 idiomas e contempla alguns novos recursos, como pode se visto no vídeo abaixo (em inglês):
Mas como o Google Insights for Search pode lhe ajudar em sua campanha de marketing de busca? Simples, ele consegue apontar o rumo que sua empresa deve seguir e os produtos/serviços/marcas que estão sendo mais buscados.
Vamos a alguns exemplos práticos. Suponhamos que sua empresa seja uma loja virtual de eletro-eletrônicos e você deseja fazer uma campanha de webmarketing utilizando os mecanismos de busca. No entanto sua dúvida é se o produto a ser divulgado nos anúncios será a TV LG ou a TV Samsung. Qual será que tem maior procura? A resposta é simples, basta consultar, veja:
LG-Samsung-Comparacao
Conclusão: A TV LG no Brasil, tem mais buscas que a TV Samsung numa proporção de 72X45 (veja o box vermelho número 1 na imagem que mostra a média de buscas no período)
Mas vamos supor que sua loja só entregue no estado de São Paulo e por isso sua campanha será direcionada apenas para esse estado. Será que a situação é a mesma? Resposta abaixo:
LG-Samsung-Comparacao-SP
Conclusão: No estado de SP a TV LG continua sendo mais buscada que a TV Samsung, mas a proporção é mais equilibrada (65×42) que quando analisamos todo o Brasil (veja Box 2).
Esse é apenas um exemplo de como o Google pode lhe ajudar a identificar os melhores caminhos para suas campanhas de mídia online e onde investir os maiores recursos. Além dos recursos mostrados acima, ela ainda possui muitos outros extremamente úteis que só mesmo a utilizando para conhecer. Não perca tempo e comece a utilizá-la já!
Segundo o relatório mais recente do Ibope Nielsen Online, 21,2 milhões de internautas brasileiros acessaram o YouTube em casa ou no trabalho no mês de julho. A audiência do site de vídeos cresceu 19,1% em relação aos 17,8 milhões de visitantes únicos registrados em maio deste ano, quando o Ibope começou a medir o acesso também em empresas e não só em residências.
Segundo o Ibope o YouTube predomina na categoria Vídeos e Filmes com mais de 89% de participação dentre os sites similares na internet brasileira. O relatório informa ainda que o Brasil continua registrando a maior participação de internautas no YouTube em relação a todos os países analisados pelo Ibope.
Com essa enorme audiência coloco uma pergunta: Sua empresa está utilizando o YouTube como ferramenta de mídia online?
Fiz um teste com 3 tipos de produtos e serviços que costumam bombardear a mídia televisa no horário nobre para ver como eles exploram o site de vídeos mais acessado do Brasil. Analisei os mercados de Cartão de Crédito, Varejo de Eletrodomésticos e Telefonia Celular.
1) Cartão de crédito: Digitei exatamente assim e pedi para ordenar por relevância, ou seja, me mostrar os vídeos que tenham mais a ver com o que estou buscando, independente de sua data. Além dos inúmeros anúncios de AdSense que apareceram e que não contam para minha análise, o vídeo de maior relevância foi esse abaixo:
Um video de 2007 (!?!) com uma matéria jornalística falando que o volume de transações com cartão está aumentando.
Na 1ª página da busca Não aparece nenhum, repito, nenhum vídeo de uma administradora de cartão falando dos benefícios de seu produto ou algo assim. Nada explicando como funciona o cartão, as vantagens do cartão “A” sobre seus concorrentes, o número do televendas para solicitar um cartão, nada. O curioso é que aparecem vários vídeos de cartões baseados em marketing multinível e até vídeos ensinando a clonar cartões de crédito.
2) Varejo de Eletrodomésticos: Digitei “Geladeira Brastemp”. Aqui o cenário da 1a página foi um pouco melhor. Dentre os vídeos mais relevantes exibidos na 1ª página existem alguns vídeos dos usuários “CasasBahia” e “MagazineLuizaCom” o que me pareceu que talvez o varejo esteja sabendo usar melhor o YouTube. A maioria dos demais vídeos são de propagandas antigas para os saudosistas. Engraçadíssimo é que tem muitos vídeos mostrando apenas um eletrodoméstico funcionando e mais nada (quem tem interesse em ficar olhando uma máquina lavar roupa?). Após olhar por algum tempo e ver que uma máquina lava a roupa igual a qualquer outra fui analisar os usuários que citei acima.
Primeiro cliquei no usuário “CasasBahia”. Vejam o vídeo que recebe o maior destaque:
Perceberam algo? É um vídeo do dia dos namorados! E dia dos namorados é em junho, sendo que estamos em agosto! Tirando esse (grande) deslize, existem vários vídeos “vendedores” e aparentemente criados para web com ofertas dos produtos por eles vendidos. Senti falta de uma chamada mais forte ao final dos vídeos, algo como “acesse nosso site e compre já”, etc. Mas olhando no contexto geral eles estão melhor posicionados que muitos outros players desse mercado.
Agora vou ser justo e elogiar o usuário “MagazineLuizaCom” . O 1º vídeo que aparece é um vídeo institucional, tipo uma “boas vindas” a página, o que a meu ver faz todo o sentido.
Além deste vídeo a página dispõe de vários vídeos interessantes, com foco em vendas e feitos especificamente para web, além de dispor de informações claras e precisas. Parabéns ao Magazine Luíza. Me surpreendeu.
3) Telefonia Celular: Digitei “Plano de celular”. Na 1ª página de resultados encontrei uma boa surpresa: o usuário “TIM”. Claro que nada é perfeito e o vídeo em destaque é esse:
O dia dos pais já passou, certo? Não passou faz tanto tempo quanto o dia dos namorados das Casas Bahia mas é passado da mesma forma. Tirando isso a página TIM é agradável e explora a maioria dos planos da operadora.
Decepção para as demais operadoras de celular. Na 1ª página nada de Vivo, Claro, Nextel ou Oi. Será que essas operadoras não se importam em desprezar essa audiência mensal de 21 milhões de pessoas? Parece que não.
O resumo geral que faço é que poucas empresas estão explorando o YouTube da maneira correta. O YouTube é uma ferramenta democrática que permite que qualquer um coloque seus vídeos na web. Possui uma audiência muito considerável e permite muito mais interatividade que uma mídia televisiva. Tudo isso com baixíssimo custo – basta ter uma câmera digital ou webcam para fazer um filme. Se o YouTube é capaz de gerar resultados efetivos de vendas não posso afirmar. Mas quem não o explora nunca irá saber essa resposta.