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Você sabia que até um apartamento já foi vendido via Twitter? Sua empresa já vendeu algo?

14 de outubro de 2009

A notícia não é das mais recentes mas vale a pena relembrar. No mês de maio/09 a construtora e incorporadora Tecnisa concluiu a venda de seu primeiro apartamento através do Twitter. O comprador, um gerente de TI que preferiu não se identificar, seguia a empresa no Twitter desde janeiro e se interessou por uma promoção da Tecnisa voltada para usuários de redes sociais.

Ao clicar no link da empresa que havia sido enviado aos mais de 500 seguidores da Tecnisa, o cliente tomou conhecimento da promoção que oferecia R$2.000,00 em vale-compras, além de armários e cozinhas planejados, somente para as compras geradas por meio desta forma de contato.

A oferta levou o consumidor a realizar a compra de uma unidade de três suítes em um empreendimento localizado no Alto da Lapa, em São Paulo, ao custo de R$ 500 mil.

“Provavelmente este é o produto mais caro vendido pelo Twitter no mundo. E, com certeza, é a primeira venda concretizada por uma empresa do segmento da construção civil, utilizando redes sociais. Esta conquista inédita fortalece nossa estratégia de divulgação on-line dos imóveis. Afinal, conseguimos um excelente resultado com um baixo investimento”, afirmou à época Romeo Busarello, diretor de Marketing da Tecnisa.

A Tecnisa usa fortemente o Twitter (www.twitter.com/tecnisa) para divulgar lançamentos, promoções e manter contato com seus seguidores interessados em novidades do mercado imobiliário. O Twitter faz parte da estratégia on-line da Tecnisa e é complementar ao site, blog, Facebook, Orkut, Youtube, Slideshare, links patrocinados do Google, entre outros canais.

Parabéns a Tecnisa pela iniciativa e pelo foco que dá à suas ações online. Que outros players desse mercado (e de outros mercados) sigam o exemplo da Tecnisa e explorem corretamente todas as possibilidades que o webmarketing lhes proprociona. O retorno é garantido.

A Força das Redes Sociais nas campanhas de mídia online.

1 de outubro de 2009

Estudo divulgado pela comScore, consultoria americana especializada em internet, mostra que as redes sociais representaram mais de 20% de todos os anúncios vistos na internet dos Estados Unidos em julho de 2009. As principais redes, o Facebook e o MySpace, abrigaram mais de 80% de todos os anúncios em redes sociais no país.

Segundo o vice-presidente da comScore, Jeff Hackett,  “As redes sociais podem oferecer uma frequência de acesso mais alto que outros sites e atingir segmentos específicos com um baixo custo. Parece que alguns anunciantes têm preferido usar as redes como os novos veículos para suas campanhas”, disse o executivo.

A operadora de Telefonia AT&T aparece como o maior anunciante nas redes sociais dos EUA. Em julho, mais de 30% de todos os seus anúncios online da companhia estavam em redes sociais, somando mais de 2 bilhões de visualizações.

Recentemente postei um artigo sobre a publicidade no Orkut no Brasil e se esta é uma forma de mídia a ser explorada. Me parece que minha percepção de que vale à pena anunciar na maior rede social do Brasil está correta. O comportamento da mídia no Orkut não deve diferir do da mídia nas redes americanas já que o conceito desse tipo de mídia e todas suas possibilidades de segmentação são muito similares. E se as verbas publicitárias americanas estão sendo tão direcionadas a esse tipo de mídia, é porque com certeza ela está gerando um ótimo retorno.

Vale à pena anunciar no Orkut?

29 de setembro de 2009

logo orkut

Tenho recebido vários contatos de empresas que querem entender se é interessante fazer uma campanha de webmarketing no Orkut. Há algum tempo atrás o Orkut (que pertence ao Google) passou a exibir anúncios e isso fez com que muitos anunciantes começassem a olhar para a rede com mais atenção.  A exibição de anúncios foi a forma (óbvia) que o Google encontrou para rentabilizar o site, que no Brasil é um enorme sucesso apesar de no resto do mundo (exceção feita a alguns países como Paraguai, Estônia e Catar) não ter vingado – nos EUA inclusive o Orkut é visto como o “Patinho Feio” do Google.

Para responder a pergunta do título vamos a alguns dados:

- O Orkut é o 2º site mais acessado do Brasil, atrás apenas do Google.

- O Orkut tem mais de 22 milhões de usuários, ou 75% da população online do Brasil. (Claro que existem muitos perfis falsos, duplicados, perfis comerciais, etc, mas mesmo tirando tudo isso é um número extremamente respeitável).

- O Orkut tem mais de 28 bilhões (isso mesmo, bilhões) de page-views mês.

- Um usuário visita o Orkut em média 23 vezes ao mês e gasta 18 minutos nessa visita.

Pois bem, com todos esses dados me parece claro que o Orkut pode ser uma ótima ferramenta de mídia online. Além disso anunciar no Orkut tem uma outra característica “matadora” em relação à outros tipos de mídia: Você pode segmentar seu anúncio demograficamente exatamente para o público-alvo desejado. Vamos supor que sua empresa venda pacotes de viagem para formatura e quer aparecer apenas para jovens de 20 a 25 anos que morem em São Paulo. É possível. Vamos supor que sua empresa venda cursos de inglês para executivos e quer aparecer apenas para homens de 30 a 45 anos que morem no Rio de Janeiro. É possível.

Além da segmentação demográfica os anúncios podem ser segmentados pelo interesse do internauta que está “orkutando”. Vamos pegar o exemplo da empresa que vende pacotes de viagem para formatura. Ela pode anunciar nas comunidades de todas as faculdades/universidades, nas comunidades de viagens, em comunidades específicas como “Eu sou da comissão de formatura” – sim, existe a comunidade. E tudo mais que sua imaginação “marketeira” possa imaginar.

O Orkut me parece, assim, uma excelente ferramenta de mídia online. Uma evolução da mídia de massa para uma mídia de massa segmentada, se é que posso criar esse termo. Se sua empresa vende livros de gerenciamento de pessoas, ao invés de você anunciar no jornal “Valor Econômico” – que na teoria atinge seu público-alvo – você pode anunciar nas comunidades relacionadas a RH no Orkut, que possuem milhares e milhares de participantes. É a tal “massa segmentada”.

Olhando o outro lado da moeda, acredito que a mídia no Orkut não tenha o mesmo retorno que uma campanha de marketing de busca. Marketing de busca pega o cliente que está procurando sobre um determinado assunto. Mídia no Orkut atinge exatamente seu público-alvo mas não quer dizer que este está disposto a comprar seu produto. De qualquer forma é muito mais interessante que uma campanha simples de “Rede de Conteúdo Google” onde seu anúncio aparece em diversos blogs desde que estes citem suas palavras-chaves, mas não há qualquer segmentação de público. E muito mais interessante que anunciar em mídias offline que apesar de mostraram um perfil de seu leitor ou telespectador, faz com que os anúncios acabem atingindo uma enorme massa de pessoas que não são o público de seu produto.

Para dar uma resposta objetiva à pergunta inicial eu diria que Sim, a primeira vista vale à pena anunciar no Orkut. Mas diria também que, assim como em qualquer campanha online, a campanha precisa ser muito bem feita, muito segmentada e ser realmente atrativa. Por trás disso é fundamental ter um ótimo controle de retorno. E como sempre, faça muitos testes. Só assim você mesmo saberá responder a pergunta.

Eu já comecei a testar e obter minhas próprias respostas. E você?

Eu quero ter um milhão de amigos….. No Twitter e no Facebook!

4 de setembro de 2009

Essa notícia é muito interessante! Quem disse que amizade não tem preço? Para a empresa australiana uSocial amizade tem preço sim. A empresa de marketing online está vendendo amigos e fãs aos membros do Facebook, e seguidores aos membros do Twitter.

Facebook-Twitter

A empresa de publicidade disse que está dirigindo seus serviços aos sites de redes sociais devido ao forte potencial publicitário que oferecem.

“O Facebook é uma ferramenta de marketing extremamente efetiva”, disse Leon Hill, presidente-executivo da uSocial, em comunicado. Diz também que “Se você tiver muitos seguidores no Facebook, dispõe de um grupo instantâneo e direcionado de pessoas que podem ser contatadas para promover aquilo que você deseje promover. O único problema é que pode ser extremamente difícil obter tantos seguidores, e é para isso que servimos”, afirmou.

A proposta não para por aí. Além de você comprar seus amigos eles ainda vêm segmentados! Segundo a empresa basta que você informe qual seu público-alvo que eles se encarregam de achar os amigos mais relevantes e adicionar a sua conta.

Para o Facebook a empresa oferece pacotes entre 1 mil e 10 mil amigos, a preços que vão de US$177,00 a US$ 1.167,00.

Já os seguidores no Twitter são mais baratos. E ainda tem garantia – se seu perfil não receber os seguidores contratados no período estipulado eles lhe dão 20% de seguidores a mais.

No Twitter o custo de 1 mil seguidores é de US$ 87,00 e de 100 mil seguidores US$ 3.479,00. Outro serviço oferecido é o envio de Twits (mensagens) até 3 vezes ao dia para sua base de seguidores, falando sobre seu produto ou serviço e com link para sua página.

Os pacotes da uSocial já estão causando controvérsia. De acordo com a mídia australiana, o Twitter tentou processar a uSocial, acusando-a de praticar spam, enquanto o jornal Los Angeles Times disse que o Digg.com (site no qual as pessoas votam em seus sites ou artigos favoritos) também tentou processar a uSocial porque ela vende votos.

Concordo que é uma prática “complicada” e não sei até que ponto existe retorno para quem contrata esses serviços. Mas apesar de toda a discussão ética, não podemos negar que é uma idéia no mínimo “diferente”. Será esse o futuro do webmarketing nas mídias sociais? Só o tempo dirá.

Abaixo o link das páginas (em inglês) que mostram as ofertas:

Amigos no Facebook

Seguidores no Twitter

Pesquisa do Instituto Nielsen diz que Twitter é coisa de gente grande

6 de agosto de 2009

Foi divulgado nesta quarta um estudo do Instituto Nielsen mostrando que  apenas 16% dos usuários do Twitter tem menos de 25 anos.

O relatório mostra que a grande maioria dos usuários da rede é de jovens adultos, acima dos 25. A pergunta é porque adolescentes não se identificam com uma ferramenta que, em teoria, tem todos os elementos dinâmicos da web ao qual eles estão acostumados, e como isso pode afetar o Twitter no futuro.

nielsentwitter

Um dos pontos abordados no relatório e que seria uma das causas que não atraem os adolescentes é que quando estes têm poucos seguidores ficam desmotivados, já que têm a impressão que ninguém lê o que eles falam, e acabam se dedicando às outras redes como o Facebook por exemplo. Aqui no Brasil o Orkut ainda domina completamente o mercado e parece que será necessário surgir uma outra ferramenta muito mais interessante para mudar esse cenário. Segundo o Ibope a participação de adolescentes brasileiros no Twitter é de apenas 4,6%, enquanto o Nielsen diz que no mundo a participação de jovens até 24 anos é de 16%.

Fica a dúvida: Conseguirá o Twitter sobreviver se não é apoiado pela faixa etária mais influenciadora da Internet ou será necessário ele se reinventar? Só saberemos no futuro.