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O que não fazer no AdWords (2)

30 de setembro de 2009

Tenho escrito muito sobre campanhas de Google AdWords que apresentam problemas. Isso ocorre tanto em campanhas de empresas grandes quanto em campanhas de empresas pequenas. Insisto nesse assunto para mostrar que o AdWords é uma excelente ferramenta de webmarketing mas, se uma campanha não é bem feita, o AdWords se transforma num excelente ralo de verba publicitária. Os responsáveis pelas empresas que não enxergam isso acabam por culpar o AdWords pela falta de retorno de sua campanha quando na verdade o problema é da própria campanha.

Uma campanha em AdWords precisa ser feita com o mesmo cuidado e atenção que uma campanha em qualquer outra mídia.  Definir objetivos claros, escolher corretamente o público-alvo, definir uma estratégia de abordagem atrativa e  ter uma boa forma de mensuração de retorno são algumas das atividades obrigatórias a qualquer campanha de marketing, seja ela online ou offline.

O exemplo de hoje é de uma revenda de planos corporativos de celular da operadora Claro que não está fazendo bom uso de sua verba publicitária. Vejam o print da tela que aparece quando se busca “claro empresas”:

busca_claro_empresas

Reparem no box vermelho que destaca o 1o link patrocinado do lado direito da página.  O título é “Agente BCP Empresas”. Pois bem, a BCP é uma das empresas que foi adquirida pelos espanhois da Telmex e deu início ao que hoje é a Claro. Mas isso aconteceu em 2003! 6 anos atrás! De lá para cá a marca nunca mais foi divulgada ou utilizada. Além disso, quantas pessoas será que se lembram que a BCP deu origem a Claro? Se você está procurando um plano empresarial para sua empresa e busca por “claro empresas”, um anúncio dizendo “Agente BCP”  lhe chamaria a atenção? Eu acredito (e posso até afirmar) que não. Essa não atratividade desencadeia uma série de fatores que fazem com que sua verba publicitária em AdWords vá embora: Anúncio não atrativo não gera bom índice de cliques => Não ter bom índice de cliques faz com que seu “índice de qualidade” seja baixo => Seu índice de qualidade sendo baixo você precisa pagar cada vez mais para aparecer em boa posição => Pagando alto por clique seu ROI (Retorno sobre investimento) é prejudicado => Seu ROI sendo prejudicado você começa a achar que a mídia não funciona pois o retorno não é satisfatório => Achando que a mídia não funciona você desiste e deixa o mercado para os concorrentes, após ter gasto sua verba.

Mais uma vez eu digo: Google AdWords é uma excelente forma de mídia online que, por suas características, pode gerar um retorno superior a todos os outros tipos de mídia existente. Mas precisa ser bem feito.

Google AdWords – Os grandes também erram. (2)

9 de setembro de 2009

Em meu último post (Google AdWords – Os grandes também erram) mostrei os problemas de uma campanha de marketing de busca de uma grande empresa feita por uma agência não especialista no assunto.

O exemplo de hoje é ainda pior. Mostra o descaso que muitas vezes as grandes agências têm para com a mídia online.

Busquei ontem no Google o termo “Vivo Empresas”. Queria saber um pouco mais sobre os planos corporativos de celular da Vivo. A busca me retornou a seguinte tela:

Google-Busca-VivoEmpresas

Reparem no link patrocinado da própria Vivo que aparece em destaque acima dos resultados da busca natural:

Detalhe-Busca-VivoEmpresas

No título do anúncio aparece escrito: “A Vivo vela e pena”. Fiquei um bom tempo tentando entender do que se tratava o título. Cliquei no anúncio, fui para a página da operadora, voltei, procurei o nome dos planos, busquei até mesmo algo sobre eventuais patrocínios da Vivo a eventos esportivos (vela, iatismo) e nada. O que seria aquele tal “vela e pena”? Foi quando tive a brilhante idéia de fazer uma nova busca e apareceu um novo anúncio da mesma Vivo com o título: “A Vivo vale a pena”. Tudo esclarecido. O 1º anúncio está com um erro gritante de grafia (o certo é “vale a pena” e não “vela e pena”). Esse erro compromete não só a campanha mas também a imagem da empresa – um anúncio escrito “A Vivo vela e pena” lhe passa alguma credibilidade?

Esse é mais um exemplo de muitas vezes as grandes agências ( e seus clientes) não dão a devida importância para algumas ferramentas de mídia online e em especial o marketing de busca. Ou você acha que se fosse uma peça impressa em um jornal de grande circulação o anúncio seria aprovado dessa forma (aprovado tanto pelos revisores quanto pelo departamento de marketing do cliente)? Mídia online é mídia da mesma forma e precisa passar pelas mesmas revisões que uma peça de mídia offline passa. Não adianta achar que o que importa é apenas aparecer na web. É fundamental saber como aparecer, onde aparecer e para quem aparecer.

Enquanto isso posso apostar que o cliente acredita que está tendo uma ótima campanha, com presença em diversos tipos de mídia online e offline. Mal sabe este cliente (assim como ocorre com vários outros) que a parte da verba publicitária destinada a mídia online está indo embora sem que o potencial retorno seja atingido e ninguém parece estar preocupado com isso.

Google AdWords – Os grandes também erram.

8 de setembro de 2009

Nesse feriado estive estudando a concorrência em AdWords para o mercado de segurança (eletrônica, patrimonial) a pedido de um cliente meu.  Analisei alguns players, alguns anúncios e seus respectivos websites de destino. Em uma das buscas um anúncio em particular me chamou a atenção. Ao buscar a palavra “seguranca” (dessa forma, sem cedilha e sozinha como a maioria dos internautas digita) no Google, apareceram alguns links patrocinados como é possível ver na figura abaixo. O anúncio da Bosch foi o que captou minha atenção.

Busca_Seguranca_Bosch

Achei o anúncio com um texto apropriado e, queira ou não, uma marca reconhecida mundialmente se destaca aos olhos do Internauta. Com certeza o anúncio deve ter uma boa taxa de cliques e deve consumir uma verba razoável diariamente. Até aqui tudo bem. O problema começa ao se clicar no anúncio.

O clique me levou para a página abaixo:

Site_Bosch

Perceberam algo? Se trata de uma página inicial do site da empresa onde vemos todos os produtos juntos, de sistemas de segurança a ferramentas de íons de lítio. Esse é um erro básico de AdWords. Se seu anúncio está sendo ativado para quem procura por “segurança”, que adianta jogá-lo em uma página onde aparecem todos os produtos? O que interessa a quem procura por “segurança” saber que a Bosch é pioneira no desenvolvimento das tais ferramentas de íons de lítio?

Essa é o que eu chamo de falha na “estrutura da campanha”. Ao criar esta campanha a agência responsável não se preocupou com o “pós-clique” e sim apenas com o clique. Esqueceu que uma campanha de AdWords não acaba simplesmente quando o internauta clica no anúncio e chega no website da empresa. O “pós-clique” é até mais importante que o clique e se não for bem trabalhado transforma uma campanha com potencial de sucesso em mais uma forma de desperdício de recursos publicitários. A situação fica ainda pior ao se descobrir que a própria Bosch tem um site específico para o segmento de segurança e bastaria jogar o clique nesse site que o problema seria resolvido.

Com a campanha estruturada dessa forma posso afirmar que o retorno que a campanha está gerando para esta palavra/segmento está muito aquém de seu real potencial. Ao se desenvolver uma campanha de marketing de busca, utilizando principalmente o AdWords, é fundamental contratar um profissional ou agência que seja especialista no assunto. Um erro simples ou até mesmo bobo como esse consome verba publicitária e não devolve o retorno esperado. O problema é que nem sempre as grandes empresas percebem isso pois geralemente delegam suas campanhas online às mesmas agências que fazem suas campanhas offline e estas, que não são especialistas no assunto, tratam o marketing de busca apenas como uma outra forma qualquer de mídia online. O mais prejudicado é o anunciante, que entende ainda menos do assunto, e acredita estar tendo uma ótima exposição online.

Mercado de Buscas gera mais de 100 Bilhões de consultas / mês. Google lidera com folga.

1 de setembro de 2009

Estudo divulgado ontem (31/08) pela comScore, consultoria norte americana de marketing digital, mostrou que mais de 113 bilhões de buscas foram feitas na Internet em Julho/09. O número representa um percentual 41% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Os sites do Google continuam dominando o Mercado com 76,7 bilhões de buscas ou 67,5% de market share. Os sites Yahoo! mantiveram a 2a posição com 8,9 bilhões de buscas (7,8% de share). Na 3ª posição um buscador pouco conhecido de nós brasileiros – o Baidu. O Baidu, com mais de 8 bilhões de buscas e 7,0% de share, é o principal buscador na China onde possui share maior que Google e Yahoo!. A curiosidade é que devido a política chinesa de censura, o robô de busca da Baidu filtra material “controverso” dos seus resultados de pesquisa. Dentre os “top tem”, o buscador que apresentou maior índice de crescimento comparando julho/08 e julho/09 foi o russo Yandex (+ 94%).

Mercado Mundial de Buscas
Julho 2009 vs Julho 2008
Fonte: comScore
Buscas (MM)
Jul 2008 Jul 2009

Variação %

Total Internet 80,554 113,685 41%
Sites Google 48,666 76,684 58%
Sites Yahoo! 8,689 8,898 2%
Baidu.com 7,413 7,976 8%
Sites Microsoft 2,349 3,317 41%
eBay 1,223 1,723 41%
NHN Corporation 1,243 1,526 23%
Ask Network 929 1,291 39%
Yandex 663 1,290 94%
AOL LLC 1,148 1,023 -11%
Facebook.com 743 879 18%

Em relação à distribuição geográfica das buscas a Europa obteve o maior volume de buscas no período, seguido pela Ásia e América do Norte. A América Latina, apesar de aparecer na 4ª posição no volume total de buscas, aparece como a região com o maior número de buscas por internautas. Boa notícia para nós brasileiros que trabalhamos na área.

Mercado Mundial de Buscas
Julho 2009Fonte: comScore
Buscas (MM) % de Buscas Buscas por Internauta
Mundo 113,685 100.0% 103.3
Europa 36,446 32.1% 116.9
Ásia 35,001 30.8% 84.7
América do Norte 25,095 22.1% 110.6
América Latina 10,524 9.3% 130.4
Oriente Médio / África 6,619 5.8% 97.3

Bing continua crescendo no mercado norte-americano

20 de agosto de 2009

Se você não é muito familiarizado com o mundo da Internet talvez nunca tenha ouvido falar no Bing. Mas pode ter certeza que ainda vai ouvir falar muito. O Bing é a ferramenta de buscas da Microsoft, lançado no começo de junho, que vem crescendo mês a mês no mercado americano.

 

Home-Bing

 

Segundo dados recentes da consultoria americana comScore, a ferramenta da Microsoft obteve 8,9% das buscas feitas na internet nos Estados Unidos, em julho, desempenho 0,5% melhor que em junho. O líder Google e o Yahoo!, segundo e terceiro colocado respectivamente no segmento, perderam 0,3%, para 64,7% e 19,3%. Os americanos efetuaram mais de 13,5 bilhões de pesquisas em mecanismos de buscas no mês de julho.

 

Participacao-Mecanismos-Busca

 

No final do mês passado, a Microsoft e o Yahoo! assinaram um acordo de cooperação na área de publicidade vinculada a buscas online, com o Bing equipando buscas nos sites de ambas as empresas e o Yahoo! cuidando das vendas de anúncios.

O crescimento do Bing também pode provocar uma mudança no mercado de SEO (as buscas grátis). As técnicas que valem para o Google será que valem para o Bing? Só os especialistas poderão responder.

Mas não pensem que o Google está olhando a esse movimento sem fazer nada. O gigante já está se mexendo para não ficar para trás. Não podemos nos esquecer que mais de 95% das receitas do Google vêm dos links patrocinados e qualquer mudança nesse mercado pode ter forte impacto nos resultados da empresa. Recentemente o Google anunciou que está testando uma nova tecnologia de buscas que irá proporcionar mais velocidade, precisão e relevância nos resultados. Tudo para cativar e entregar uma melhor experiência para o usuário.

E sua empresa? Já está aparecendo no Bing ou por enquanto só no Google?